Cabelos podem ficar mais lisos ou cacheados ao envelhecer?

Por 25 de fevereiro de 2022 Atualidade

Os hormônios produzidos pelas glândulas e os neuro-hormônios originados no cérebro são os responsáveis pelo funcionamento harmônico de todo organismo. Por isso, quando existe alteração na produção ou distribuição dos hormônios normalmente ocorrem interferências em quase todas as funções orgânicas, inclusive nos cabelos.

Durante a puberdade ocorrem os chamados picos hormonais, onde se pode ter aumentos e reduções dos níveis de hormônios do organismo. Após esse período, em geral, há um ?ajuste? hormonal e, na menopausa, ocorre uma queda brusca de hormônios femininos.

Envelhecimento do fio

A redução no metabolismo depois dos 30 anos também intervém na fibra capilar, que tende a afinar, além de haver ainda uma diminuição na atividade do crescimento do fio, o que resulta em uma menor densidade deles. E por fim são afetados pela progressiva desaceleração da produção do colágeno e elastina, que agem na promoção do selamento e da resistência dos fios.

Sim, nossos cabelos mudam e muito de textura, volume e aparência durante várias fases da vida. Claro que os hormônios são os grandes responsáveis por essas alterações, mas outros fatores também são de extrema importância para este processo.

Como prevenir danos capilares?

Exagerar na exposição ao sol (fotoenvelhecimento capilar), que é altamente maléfico para qualquer tipo de cabelo e pode causar danos precoces e irreversíveis, assim como acumular químicas de redução e oxidação, contribuirá também com a modificação profunda da estrutura dos seus fios.

Já o estresse é outro fator agravante, porque os cabelos sofrem muito com ele devido ao aumento do hormônio cortisol, que pode deixar o couro cabeludo mais oleoso, com dermatite seborréica, podendo até originar em uma queda significativa.

O que muda em cada idade

Na infância os cabelos são mais finos, brilhantes e saudáveis. Os primeiros cabelos são muito fininhos e despigmentados – a “lanugem”, que começa a crescer após o quinto mês de vida intrauterina é substituída pela “pelugem”, mais densa, cinco a seis meses depois do nascimento. A partir dos seis meses, aparece uma terceira geração, pela primeira vez com um ritmo de crescimento individual para cada cabelo.

A adolescência é marcada por uma forte pigmentação, tornando os cabelos mais espessos. Acontece por vezes uma alteração de forma (inclusive no recuo da linha de implantação frontal), pois as fortes influências hormonais modificam mesmo a textura e o aspecto deles, que frequentemente tornam-se mais volumosos, com ondulações e às vezes ‘rebeldes’.

Entretanto, na gravidez, por conta da ação hormonal, os cabelos não sofrem com a queda e comumente se tornam mais bonitos. Alguns meses após o parto, os fios tendem a cair muito, o que caracteriza o chamado eflúvio telógeno agudo, causado pelas alterações hormonais que acontecem no período da amamentação.

Na fase adulta, os cabelos costumam ficar gradualmente menos volumosos, e voltam, pouco a pouco, a sua textura mais fina. Com o início do climatério e por volta dos 50 anos, no processo da menopausa e andropausa, os fios vão ficando cada vez mais finos e rarefeitos, perdendo a volumerização.

Além disso, é comum o aparecimento dos cabelos brancos em maior quantidade e estes são fios de pior qualidade. Isso porque o pigmento é um fator de proteção para os fios, assim como para a pele. Com a ausência dele, os fios brancos se tornam muito mais frágeis e suscetíveis às agressões externas como sol, poluição, alterações na umidade do ar, produtos químicos, dentre outros fatores.

Porém, é importante saber que diversos tratamentos capilares, em especial quando associados, ajudam a reavivar as madeixas e melhorar a qualidade delas.

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