Entenda quais vacinas grávidas devem e quais não devem tomar

Por 23 de maio de 2022 Atualidade

A gravidez é um período especial e que requer cuidados para manter o bem-estar da mãe e do bebê. Um deles é colocar a vacinação em dia. Além de proteger a mãe contra diversas doenças, em alguns casos é possível transferir anticorpos para o feto também.

Porém, é importante saber quais são as vacinas indicadas e as contraindicadas para as gestantes. Afinal, nem todos os imunizantes são recomendados para a aplicação durante a gravidez, como é o caso das vacinas elaboradas a partir do vírus ou bactéria vivos ou atenuados, que podem aumentar o risco da gestante desenvolver a doença.

Vacinas recomendadas para gestantes

Entre as que são recomendadas para gestantes, estão: Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa), que protege contra Coqueluche, Tétano e Difteria, e a Dupla Adulto (dT), para difteria e tétano. A primeira é uma doença altamente contagiosa que atinge vias aéreas e que acomete, principalmente, crianças, podendo levar à morte.

Já o tétano é uma grave doença bacteriana que afeta o sistema neurológico, comum no pré-natal devido à contaminação do cordão umbilical. Adicionalmente, a difteria é uma infecção que forma placas amareladas nas amígdalas, na laringe e no nariz. Ela pode causar obstrução respiratória, com alta taxa de mortalidade entre recém-nascidos.

O esquema vacinal deve ser feito da seguinte forma:

  • Mulheres grávidas previamente vacinadas com pelo menos três doses de vacina com componente tetânico devem tomar uma dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação;
  • Gestantes com vacinação incompleta, com apenas uma dose da vacina contendo componente tetânico, devem tomar uma dose de dT e uma dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação, com intervalo de um mês entre elas;
  • Gestantes com duas doses de vacina com componente tetânico devem tomar uma dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação;
  • Gestantes não vacinadas ou com histórico de vacinação desconhecido devem tomar duas doses de dT e uma dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação, com intervalo mínimo de um mês entre elas.

Outra vacina recomendada para mulheres grávidas é a da Hepatite B, infecção causada por vírus que acarreta na inflamação do fígado. Mulheres grávidas infectadas podem transmitir a doença para o bebê durante o parto. Recém-nascidos com hepatite B não apresentam sintomas, mas têm 90% de chance de desenvolverem a doença crônica, que pode levar a problemas de saúde, como câncer de fígado, problemas hepáticos e, até mesmo, a morte.

A vacina para Hepatite B deve ser aplicada em gestantes não anteriormente vacinadas e suscetíveis à infecção. São três doses administradas a partir do segundo trimestre da gestação em um esquema de 0 – 1- 6 meses.

Por fim, mulheres grávidas devem tomar uma dose única anual da vacina contra gripe, já que estão enquadradas no grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus influenza. Para as gestantes, a vacina quadrivalente (4V) é preferível à trivalente (3V) por conferir maior cobertura das cepas circulantes; na impossibilidade de uso da 4V, deve ser aplicada a 3V.

Resumidamente, as três vacinas que são recomendadas para gestantes são:

  • Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa) ou Dupla Adulto (dT);
  • Hepatite B;
  • Influenza (gripe).

Vacinas recomendadas em situações especiais

Alguns imunizantes são recomendados para gestantes em situações especiais, como em casos de alta exposição a vírus ou situações de risco. É o caso da vacina para Hepatite A, que deve ser aplicada em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

Também é recomendada a vacina combinada contra Hepatite A e B em duas doses, com intervalo de seis meses para gestantes menores de 16 anos, e em três doses para maiores de 16 anos, seguindo o esquema 0 – 1- 6 meses.

Outro imunizante importante em situações de risco é o esquema vacinal sequencial de vacinas pneumocócicas, que protege contra a doença pneumocócica invasiva (DPI). Tanto a VPC13 quanto a VPP23 são vacinas inativadas e, por isso, não apresentam riscos para a gestante e para o feto.

Já as vacinas meningocócicas conjugadas (ACWY/C), que protegem contra a doença meningocócica, devem ser aplicadas em gestante em dose única, considerando a situação epidemiológica e/ou a presença de comorbidades. O mesmo vale para a vacina meningocócica B. Porém, ela deve ser aplicada em duas doses, com intervalo de um a dois meses entre elas.

Leia também: Bebês prematuros possuem mais chances de contrair doenças?

Por fim, também é recomendado às gestantes a vacinação contra a febre amarela em situações de risco, considerando o cenário epidemiológico. Porém, é preciso cautela, pois, normalmente, o imunizante é contraindicado para mulheres grávidas. Além disso, ela é contraindicada em nutrizes até que o bebê complete seis meses. Se a vacinação não puder ser evitada, é necessário suspender a amamentação por dez dias.

Vacinas contraindicadas para gestantes

Há quatro vacinas que não devem ser administradas durante a gestação por conterem o vírus ativo em sua composição. São elas:

  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • HPV;
  • Varicela (catapora);
  • Dengue.

É importante lembrar, no entanto, que esses imunizantes podem ser aplicados no puerpério e durante a amamentação, com exceção da vacina contra a dengue.

Vacina para gestantes: imunização contra a Covid-19

Grávidas e puérperas possuem risco maior de desenvolverem estados graves de COVID-19, além de estarem vulneráveis a complicações como parto prematuro, óbito fetal, abortamento, entre outros. Por isso, elas estão entre o grupo prioritário para a vacinação contra a COVID-19 no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Nesse caso, as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde, até o momento, são a da Pfizer (Cominarty) e a do Instituto Butantan (CoronaVac). Os imunizantes da AstraZeneca/Fiocruz e da Janssen não são recomendados às gestantes por oferecerem maiores riscos.

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