Reserva de emergência é uma garantia para os tempos de turbulência

Por 22 de outubro de 2021 Atualidade

Fundo é diferente da poupança que é feita para trocar de carro, comprar uma casa ou planejar as férias

Claudia Yoshinaga*, O Estado de S.Paulo

Nunca se discutiu tanto sobre reserva de emergência como nos últimos meses, durante a pandemia. Reserva de emergência é o dinheiro guardado para bancar as despesas essenciais fixas em momentos inesperados de queda de renda provocados por: desemprego, impossibilidade de trabalhar, perda de um familiar, entre outros motivos. Isso é diferente da poupança que é feita para trocar de carro, comprar uma casa ou planejar as férias. Não se deve confundir estas duas caixinhas, com o risco de faltar dinheiro para os itens básicos num momento crítico.

Emergência
Poupar para uma emergência é diferente de economizar para comprar um carro Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Fizemos uma pesquisa pelo FGVcef sobre o impacto da covid-19 nas finanças dos brasileiros. Os dados apontam que aproximadamente 60% das pessoas resgataram seus investimentos para cobrir despesas neste período em que houve queda de renda. Estes números só reforçam a importância de se fortalecer um colchão de investimentos, a reserva de emergência, para conseguir navegar com um pouco mais de tranquilidade por tempos turbulentos.

Sabendo que poupar não é uma tarefa simples, seguem algumas ideias de como constituir uma reserva de emergência, ainda que seja do zero. Pense nos cenários em que este dinheiro pode ser um alívio importante; ter um propósito ajuda muito a criar um incentivo para guardar dinheiro. Antever situações que podem ter seu impacto reduzido por você ter feito esse colchão de segurança é um jeito de se conscientizar da importância deste esforço.

Faça um orçamento “mínimo”. Saber o quanto é o mínimo que você precisa para bancar as despesas essenciais da sua família em uma emergência é um passo essencial para dimensionar o montante que deve ser a sua reserva. E transforme poupar em uma rotina.

*PROFESSORA DE FINANÇAS DA FGV EAESP E COORDENADORA DO CENTRO DE ESTUDOS EM FINANÇAS (FGVCEF)

 

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