{"id":18710,"date":"2022-09-12T08:10:22","date_gmt":"2022-09-12T11:10:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=18710"},"modified":"2022-09-12T08:10:22","modified_gmt":"2022-09-12T11:10:22","slug":"fome-emocional-entenda-o-que-e-como-reconhecer-e-tratar-problema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/fome-emocional-entenda-o-que-e-como-reconhecer-e-tratar-problema\/","title":{"rendered":"Fome emocional: entenda o que \u00e9, como reconhecer e tratar problema"},"content":{"rendered":"<div class=\"mb-5 mb-lg-6\">\n<header class=\"toolkit-heading\">\n<div class=\"heading-title\">\n<h2 class=\"toolkit-subtitle mt-5\">Ato de comer sem ter fome f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 caracterizado como dist\u00farbio alimentar, mas pode ser um sintoma de transtornos<\/h2>\n<\/div>\n<\/header>\n<\/div>\n<div class=\"d-flex flex-column flex-lg-row justify-content-lg-between align-items-lg-start mb-5 mb-lg-7\">\n<div class=\"mb-5 mb-lg-0\">\n<div class=\"toolkit-signature\">\n<p class=\"toolkit-signature__author\"><a class=\"toolkit-signature__section\" title=\"Sa\u00fade\" href=\"http:\/\/noticias.r7.com\/saude\">SA\u00daDE\u00a0<\/a>| Carla Canteras, do R7<\/p>\n<div class=\"toolkit-image-container media_box full-dimensions771x420\">\n<div class=\"toolkit-image-container__edges edges\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"toolkit-image-container__image croppable\" title=\"Se a fome emocional est\u00e1 causando sofrimento \u00e9 importante procurar ajuda de especialista\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/fome-emocional-09092022144938080?dimensions=771x420&amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=771x420&amp;amp;crop=771x420+0+69&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=771x420&amp;amp;crop=771x420+0+69\" alt=\"Se a fome emocional est\u00e1 causando sofrimento \u00e9 importante procurar ajuda de especialista\" width=\"771\" height=\"420\" \/><\/p>\n<div class=\"gallery_link\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"toolkit-image-container__info content_image\" data-dimensions=\"771x420\">\n<h4 class=\"toolkit-image-container__caption legend_box  \">Se a fome emocional est\u00e1 causando sofrimento \u00e9 importante procurar ajuda de especialista<\/h4>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Comer \u00e9 uma das principais necessidades dos seres humanos. Muitas vezes, a comida \u00e9 ligada a comemora\u00e7\u00f5es, ao afeto, ao conforto e \u00e0 vida social. Em muitas dessas situa\u00e7\u00f5es o comer sem fome f\u00edsica \u00e9 comum, mas n\u00e3o prejudicial \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n<p>Todavia, quando o ato de se alimentar est\u00e1 associado \u00e0s emo\u00e7\u00f5es ou \u00e0s situa\u00e7\u00f5es especiais com grande frequ\u00eancia, deixa de ser um prazer para se tornar um problema.<\/p>\n<p>&#8220;Nem sempre o comer precisa estar relacionado \u00e0 fome f\u00edsica, muitas vezes a celebra\u00e7\u00e3o, o comer afetivo pode acontecer sem fome f\u00edsica. Mas \u00e9 diferente do comer emocional, que \u00e9 a busca por comida como uma maneira de manejar emo\u00e7\u00f5es, ou ainda descontar ou de alguma forma tentar resolver essas emo\u00e7\u00f5es comendo&#8221;, explica a\u00a0coordenadora de nutri\u00e7\u00e3o do Ambulat\u00f3rio de Anorexia Nervosa do Programa de Transtornos Alimentares \u2013 AMBULIM do IPq &#8211; HC\/FMUSP (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo), Marcela Kotait.<\/p>\n<p>A fome emocional existe e n\u00e3o \u00e9 igual em todas as pessoas, conforme orienta a psic\u00f3loga e coordenadora do PROATA &#8211; Nu\u0301cleo de Atenc\u0327a\u0303o aos Transtornos Alimentares da UNIFESP (Universidades Federal do Estado de S\u00e3o Paulo), Renata Arnoni.<\/p>\n<p>&#8220;Para cada um a fome emocional vai significar uma coisa diferente. O sintoma pode ser um comer noturno, a pessoa acorda para comer \u00e0 noite; pode ser um h\u00e1bito beliscador, que a pessoa passa o dia todo comendo, beliscando um pouquinho, n\u00e3o senta e faz uma refei\u00e7\u00e3o; e pode ser uma hiperfagia, a pessoa come al\u00e9m do que ela precisa para ficar satisfeita.&#8221;<\/p>\n<p>O comer impulsionado pelas emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 caracterizado como um transtorno alimentar e sim como um dos sintomas dos indiv\u00edduos que sofrem desses problemas.<\/p>\n<p>&#8220;A compuls\u00e3o \u00e9 um transtorno alimentar. Anorexia \u00e9 um transtorno alimentar, que \u00e9 quando a pessoa n\u00e3o come e tem uma preocupa\u00e7\u00e3o com a imagem com o corpo, tem medo de engordar de ganhar peso, e a bulimia nervosa tamb\u00e9m \u00e9 um transtorno alimentar, quando a pessoa tem hiperfagia e depois for\u00e7a o v\u00f4mito&#8221;, destaca Renata.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o tem como separar o comer emocional dos transtornos. &#8220;Podemos dizer assim: todas as pessoas que t\u00eam um transtorno alimentar t\u00eam um comer emocional. Talvez sim. Mas, toda pessoa que tem um comer emocional tem um transtorno alimentar? N\u00e3o necessariamente&#8221;, complementa a psic\u00f3loga.<\/p>\n<div class=\"media_box embed intertitle_box\">\n<h3 class=\"content\">\u00c9 poss\u00edvel descobrir se tenho fome emocional?<\/h3>\n<\/div>\n<p>A descoberta da fome emocional passa necessariamente pela percep\u00e7\u00e3o que cada pessoa tem sobre si mesmo e a frequ\u00eancia com que acontecem os epis\u00f3dios, seja qual for a caracter\u00edstica da pessoa: beliscador, hiperfagia ou comer \u00e0 noite.<\/p>\n<p>A partir dessas an\u00e1lises, buscar ajuda pode ser um passo importante para que n\u00e3o se torne um transtorno alimentar, que o tratamento tende a ser mais dif\u00edcil.<\/p>\n<p>A nutricionista Marcela ressalta que prestar aten\u00e7\u00e3o ao sofrimento que sente tamb\u00e9m \u00e9 essencial: &#8220;A depender da frequ\u00eancia e da intensidade que epis\u00f3dios do comer emocional e o sofrimento que gera no indiv\u00edduo, isso \u00e9 suficiente para que ele busque ajuda especializada. Um psic\u00f3logo e um nutricionista possibilitam que a pessoa organize a alimenta\u00e7\u00e3o e aprenda a lidar com as emo\u00e7\u00f5es sem precisar usar comida nos momentos dif\u00edceis.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Quando a pessoa come\u00e7a a entender que ela [a fome emocional] est\u00e1 causando um preju\u00edzo na sa\u00fade, na vida social, nas rela\u00e7\u00f5es pessoais, est\u00e1 na hora de fazer um tratamento&#8221;, diz Renata.<\/p>\n<p>O tratamento \u00e9 feito por uma equipe multidisciplinar, com psiquiatras, psic\u00f3logos e nutricionistas. Aprender a lidar com as emo\u00e7\u00f5es \u00e9 o primeiro passo do tratamento.<\/p>\n<p>&#8220;Precisamos classificar e ajudar a pessoa entender a diferen\u00e7a entre a fome f\u00edsica e a fome emocional. A fome f\u00edsica sim n\u00f3s precisamos comer comida. Quando pensamos na fome emocional, na verdade precisamos entender essas emo\u00e7\u00f5es para lidar com elas antes de precisar recorrer a comida&#8221;, explica a nutricionista.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de profissionais, a psic\u00f3loga Renata acredita que o apoio de familiares e amigos \u00e9 relevante para que o tratamento seja bem-sucedido.<\/p>\n<p>&#8220;As pessoas que est\u00e3o em volta s\u00e3o as que mais podem ajudar. O paciente com quest\u00f5es alimentares precisa de apoio e dificilmente vai conseguir sozinho. Tem um monte de coisa que favorece essa doen\u00e7a a ficar mais grave.\u00a0 Muitas vezes \u00e9 fundamental para o tratamento envolver os familiares, os cuidadores e as pessoas que est\u00e3o mais pr\u00f3ximas.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ato de comer sem ter fome f\u00edsica n\u00e3o \u00e9 caracterizado como dist\u00farbio alimentar, mas pode ser um sintoma de transtornos SA\u00daDE\u00a0| Carla Canteras, do R7 Se a fome emocional est\u00e1&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18711,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18710","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-atualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18710"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18712,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18710\/revisions\/18712"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18711"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18710"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18710"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18710"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}