{"id":18848,"date":"2022-10-04T07:16:26","date_gmt":"2022-10-04T10:16:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=18848"},"modified":"2022-10-04T07:16:26","modified_gmt":"2022-10-04T10:16:26","slug":"hipoteses-para-erro-das-pesquisas-vao-de-metodologia-a-questoes-estatisticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/hipoteses-para-erro-das-pesquisas-vao-de-metodologia-a-questoes-estatisticas\/","title":{"rendered":"Hip\u00f3teses para erro das pesquisas v\u00e3o de metodologia a quest\u00f5es estat\u00edsticas"},"content":{"rendered":"<div id=\"social-media-upper\" class=\"social-media-upper\">\n<div class=\"news-authors hide-on-mobile\">\n<div class=\"authors-info\"><span class=\"authors-names\">Por Vinicius Neder<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"subheadline-feature-block\">\n<h2>Segundo analistas, n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o \u00fanica para diverg\u00eancias entre levantamentos e os resultados sa\u00eddos das urnas no domingo<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"social-media-floating hide-floating\">\n<div class=\"icon-holder\">\n<p>RIO &#8211; Pesquisadores ouvidos pelo\u00a0<strong>Estad\u00e3o<\/strong>\u00a0dizem que n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o \u00fanica para as diverg\u00eancias entre as pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto divulgadas at\u00e9 a v\u00e9spera do\u00a0<strong>primeiro turno<\/strong>\u00a0das\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/politica\/eleicoes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>elei\u00e7\u00f5es de 2022<\/strong><\/a>\u00a0e os resultados sa\u00eddos das urnas no domingo. As hip\u00f3teses apresentadas incluem quest\u00f5es estat\u00edsticas, as metodologias dos levantamentos e mudan\u00e7as no comportamento dos eleitores. H\u00e1 ainda possibilidades no campo da ci\u00eancia pol\u00edtica que explicariam mudan\u00e7as de \u00faltima hora na decis\u00e3o de voto.<\/p>\n<p>Assim como nas elei\u00e7\u00f5es de 2018, as diverg\u00eancias em 2022 foram maiores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s inten\u00e7\u00f5es de voto do eleitor de direita, em especial dos bolsonaristas. Em boa parte dos Estados e para os diferentes cargos, somam-se exemplos nos quais os levantamentos n\u00e3o conseguiram prever a vit\u00f3ria ou a lideran\u00e7a de pol\u00edticos desse campo. O destaque foi o desempenho do presidente e candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/politica\/eleicoes\/2022\/candidatos\/br\/presidente\/jair-bolsonaro\/22\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>\u00a0Jair Bolsonaro<\/strong><\/a><strong>\u00a0(PL)<\/strong>, que, nos \u00faltimos levantamentos dos mais conhecidos institutos de pesquisa (<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/Datafolha\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Datafolha<\/strong><\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/Ipec\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Ipec<\/strong><\/a>), aparecia com 36% ou 37% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p>Ao fim da apura\u00e7\u00e3o em primeiro turno, Bolsonaro somava mais de 43% dos votos. A diferen\u00e7a ultrapassou as margens de erro, gerando cr\u00edticas entre pol\u00edticos aliados ao presidente.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/Rlw6kqPWOGHrQ85PRbIN2f9OR2E=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/4YA3G2KGQFH77OVRXGNVKRYIFY.jpg\" alt=\"Presidenci\u00e1veis mais bem colocados nas pesquisas votam em seus redutos eleitorais\" \/><\/div><figcaption>Presidenci\u00e1veis mais bem colocados nas pesquisas votam em seus redutos eleitorais\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<p>A dist\u00e2ncia entre os n\u00fameros da pesquisa e o resultado do primeiro turno n\u00e3o foi t\u00e3o ampla no caso do ex-presidente\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/politica\/eleicoes\/2022\/candidatos\/br\/presidente\/lula\/13\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Luiz In\u00e1cio Lula da Silva<\/strong><\/a><strong>\u00a0(PT)<\/strong>. Ele registrava de 50% a 51% das inten\u00e7\u00f5es de voto nas pesquisas mais recentes. Acabou com pouco mais de 48%, dentro da margem de erro de dois pontos, para mais e para menos. No caso do petista, acertou.<\/p>\n<p>Institutos como o\u00a0<strong>Paran\u00e1 Pesquisas<\/strong>\u00a0(Lula 47% dos votos v\u00e1lidos a 41% de Bolsonaro) e o\u00a0<strong>Futura Intelig\u00eancia<\/strong>, contratado pelo Banco Modal (43,6% para Lula ante 40,5% de Bolsonaro), ficaram mais pr\u00f3ximos do resultado da vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na estat\u00edstica, um dos problemas considerados \u00e9 a defini\u00e7\u00e3o da amostra. Esse \u00e9 o grupo de pessoas que ser\u00e3o entrevistadas. A precis\u00e3o da pesquisa passa por uma amostra que reflita, da forma mais fiel poss\u00edvel, a composi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do eleitorado brasileiro. Entram a\u00ed vari\u00e1veis como sexo, renda, religi\u00e3o, idade. A ideia \u00e9 reproduzir um modelo semelhante \u00e0 sociedade a ser submetida \u00e0 pesquisa de opini\u00e3o.<\/p>\n<p>O problema neste caso \u00e9 a desatualiza\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/Censo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Censo<\/strong><\/a>. Tradicionalmente feito a cada dez anos, o recenseamento demogr\u00e1fico mais recente \u00e9 de 2010. O de 2020 foi adiado, por causa de cortes or\u00e7ament\u00e1rios e da pandemia de covid-19. Est\u00e1 em campo o Censo 2022, mas o\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/ibge-instituto-brasileiro-de-geografia-e-estatistica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/strong><\/a>\u00a0j\u00e1 anunciou atrasos na coleta das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Segundo Roberto Olinto, ex-presidente do IBGE e pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV Ibre), a desatualiza\u00e7\u00e3o do Censo faz diferen\u00e7a na defini\u00e7\u00e3o das amostras das pesquisas. Isso porque o Censo \u00e9 o melhor e mais fiel retrato da composi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do Pa\u00eds. Idealmente, o IBGE faz o Censo a cada dez anos. A cada cinco, faz uma contagem populacional mais r\u00e1pida, para acompanhar o crescimento populacional. A contagem de 2015 foi cancelada, de novo por causa de restri\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n<p>Com base nesse retrato, o IBGE investiga permanentemente diversas informa\u00e7\u00f5es sobre demografia e aspectos socioecon\u00f4micos por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua). S\u00f3 que, assim como as pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto, a Pnad \u00e9 amostral. Usa um grupo menor para representar toda a sociedade. Mesmo tendo uma amostra gigantesca, com entrevistas em torno de 210 mil domic\u00edlios, a Pnad Cont\u00ednua tamb\u00e9m \u00e9 baseada no Censo mais recente. A pesquisa domiciliar serve para atualizar as informa\u00e7\u00f5es demogr\u00e1ficas e socioecon\u00f4micas ao longo da d\u00e9cada. Mas precisa da atualiza\u00e7\u00e3o do Censo para se manter precisa.<\/p>\n<p>Em 12 anos, desde o Censo 2010, a sociedade brasileira \u201cmudou muito\u201d, ressaltou Olinto. Isso inclui v\u00e1rios aspectos importantes para pesquisar as inten\u00e7\u00f5es do eleitorado. Mudou, por exemplo, a propor\u00e7\u00e3o de evang\u00e9licos no total da popula\u00e7\u00e3o e a estratifica\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o por faixas et\u00e1rias. \u201cO Brasil ficou mais velho.\u201d<\/p>\n<p>Olinto, por\u00e9m, avalia que os problemas n\u00e3o se resumem a quest\u00f5es estat\u00edsticas. O fato de a vota\u00e7\u00e3o de Lula ter sido pr\u00f3xima ao previsto nas margens de erro sinaliza que o problema estaria mais localizado na aferi\u00e7\u00e3o das inten\u00e7\u00f5es de voto dos eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. Nesse caso, as explica\u00e7\u00f5es estariam mais ligadas ao comportamento do eleitor, explicado pela ci\u00eancia pol\u00edtica.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Transpar\u00eancia<\/h3>\n<\/div>\n<p>Segundo Alexandre Patriota, professor do Instituto de Matem\u00e1tica e Estat\u00edstica (IME) da USP, os institutos de pesquisa eleitoral deveriam mudar a forma de divulgar seus resultados. Uma sugest\u00e3o seria essas empresas informarem, para a comunidade de pesquisadores, mais detalhes sobre sua metodologia. Ressaltando que n\u00e3o \u00e9 especialista em pesquisa eleitoral, mas, sim, estudioso dos fundamentos da probabilidade e da estat\u00edstica, o professor citou que pode haver problemas tanto na forma como as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o coletadas quanto na defini\u00e7\u00e3o das amostras.<\/p>\n<div class=\"video-wrapper -news video-paused\">\n<div class=\"video-info\">\n<p class=\"video-title\">Eliane Cantanh\u00eade: &#8216;A onda da reta final foi pr\u00f3-Bolsonaro&#8217;<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"video-description\">A colunista do Estad\u00e3o analisa a for\u00e7a do bolsonarismo no primeiro turno<\/p>\n<\/div>\n<p>\u201cA metodologia estat\u00edstica adequada depende de como os dados foram coletados. A transpar\u00eancia \u00e9 uma das formas de resolver o problema. N\u00e3o h\u00e1 nem como diagnosticar o problema se n\u00e3o temos informa\u00e7\u00f5es exatas sobre o processo completo\u201d, disse Patriota, em entrevista por escrito. \u201cEmpresas precisam repensar a forma de divulga\u00e7\u00e3o dos resultados. Precisamos de mais transpar\u00eancia sobre como as estimativas s\u00e3o obtidas, como s\u00e3o corrigidas, quais s\u00e3o as pondera\u00e7\u00f5es usadas nas corre\u00e7\u00f5es, etc. Uma forma seria disponibilizar os dados brutos ou agregados em algum n\u00edvel para que seja poss\u00edvel reconstruir as estimativas e suas variabilidades. Assim os especialistas poderiam recalcular estimativas utilizando outras metodologias.\u201d<\/p>\n<p>Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, especializado no comportamento das fam\u00edlias de renda m\u00e9dia, que ficaram conhecidas como \u201cclasse C\u201d, concorda com o peso da desatualiza\u00e7\u00e3o do Censo. Mas destaca uma s\u00e9rie de hip\u00f3teses para explicar o que parece ter sido uma \u201cmigra\u00e7\u00e3o\u201d das inten\u00e7\u00f5es de votos de Simone Tebet (MDB) e Ciro Gomes (PDT) para Bolsonaro.<\/p>\n<p>Uma hip\u00f3tese \u00e9 que tenha havido uma \u201cantecipa\u00e7\u00e3o\u201d do segundo turno. Ou seja, potenciais eleitores de Simone e Ciro que n\u00e3o descartavam a possibilidade de votar em Bolsonaro teriam feito o \u201cvoto \u00fatil\u201d, j\u00e1 no primeiro turno, pela reelei\u00e7\u00e3o do presidente. O fato de as inten\u00e7\u00f5es de voto de Bolsonaro num eventual segundo turno se situarem pr\u00f3ximas da vota\u00e7\u00e3o de domingo refor\u00e7aria a hip\u00f3tese.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/k-VrwXLKZrso37sqDJdmXa06Dw8=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80):focal(-5x-5:5x5)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/I5FA35PYLRJCTN6DQW24YI7Y24.jpg\" alt=\"Censo de 2022 tem 'detalhamento mais rebuscado' na compara\u00e7\u00e3o com a edi\u00e7\u00e3o de 2010, dizrespons\u00e1vel pelo projeto t\u00e9cnico\" \/><\/div><figcaption>Censo de 2022 tem &#8216;detalhamento mais rebuscado&#8217; na compara\u00e7\u00e3o com a edi\u00e7\u00e3o de 2010, dizrespons\u00e1vel pelo projeto t\u00e9cnico\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<p>Avalia-se que, com as urnas eletr\u00f4nicas, as inten\u00e7\u00f5es de voto seriam medidas com maior precis\u00e3o na pergunta espont\u00e2nea. Os institutos divulgam prioritariamente as informa\u00e7\u00f5es obtidas pela pergunta estimulada. Nela, o entrevistado responde sua inten\u00e7\u00e3o de voto perante uma lista com os nomes dos candidatos.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que, na urna eletr\u00f4nica, n\u00e3o h\u00e1 lista de nomes.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Recusa<\/h3>\n<\/div>\n<p>Outra hip\u00f3tese citada frequentemente por especialistas \u00e9 o que Meirelles chama de \u201cvi\u00e9s de recusa\u201d. Nesse caso, eleitores do presidente Bolsonaro tenderiam a se recusar a responder aos institutos de pesquisa numa frequ\u00eancia superior \u00e0 m\u00e9dia do eleitorado.<\/p>\n<p>A antrop\u00f3loga Isabela Kalil acha poss\u00edvel que os eleitores de Bolsonaro se recusem a responder pesquisas com frequ\u00eancia maior, como um ataque \u00e0 precis\u00e3o das pesquisas eleitorais. Para ela, outro fator s\u00e3o as redes sociais e a internet nos celulares, que contribui para mudan\u00e7as r\u00e1pidas na opini\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Institutos: levantamentos n\u00e3o s\u00e3o progn\u00f3sticos<\/h3>\n<\/div>\n<p>Dois dos principais institutos de pesquisa do Pa\u00eds, Ipec e Datafolha, se posicionaram sobre os resultados divulgados nas \u00faltimas semanas. \u201cAs pesquisas eleitorais medem a inten\u00e7\u00e3o de voto no momento que s\u00e3o feitas\u201d, disse o Ipec, em nota. \u201cQuando feitas continuamente ao longo do processo eleitoral s\u00e3o capazes de apontar tend\u00eancias, mas n\u00e3o s\u00e3o progn\u00f3sticos capazes de prever o n\u00famero exato de votos que cada candidato ter\u00e1\u201d, informou a nota.<\/p>\n<div class=\"\">\n<div class=\"styles__Container-sc-1v8tg5g-0 kaALVA\">\n<p>Resposta parecida foi dada pela diretora do instituto Datafolha, Luciana Chong, em entrevista \u00e0 GloboNews. \u201cA gente n\u00e3o pode dizer que houve erro. A pesquisa n\u00e3o prev\u00ea acertar resultados, n\u00e3o \u00e9 progn\u00f3stico\u201d, disse Chong.<\/p>\n<div class=\"gallery-container -news\">\n<div class=\"gallery-wrapper\">\n<div class=\"content-wrapper news-body content already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<p>Para Murilo Hidalgo, diretor do instituto Paran\u00e1 Pesquisas, o resultado das elei\u00e7\u00f5es mostra que a velocidade de decis\u00e3o do voto torna dif\u00edcil se chegar a resultados precisos, mesmo que poucos dias antes do pleito. \u201dNa (elei\u00e7\u00e3o) nacional, o sucesso do Paran\u00e1 Pesquisas foi conseguir entender os resultados regionais melhor do que os outros institutos.\u201d<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Aliados de Bolsonaro amea\u00e7am abrir CPI<\/h3>\n<\/div>\n<p>Aliados do presidente Bolsonaro reagiram ontem aos n\u00fameros discrepantes do resultado das elei\u00e7\u00f5es e as pesquisas de inten\u00e7\u00e3o de voto divulgadas na v\u00e9spera.\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/Eduardo%20Bolsonaro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Eduardo Bolsonaro<\/strong><\/a>\u00a0(PL-SP), deputado federal reeleito e filho do presidente, anunciou nas redes sociais que pretende coletar assinaturas para criar uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) dos institutos de pesquisa.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 CNN, o l\u00edder do governo na C\u00e2mara,\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/Ricardo%20Barros\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Ricardo Barros\u00a0<\/strong><\/a>(PP), disse que ir\u00e1 propor um projeto de lei para criminalizar os institutos. \u201cMeu projeto de lei prop\u00f5e que: pesquisa publicada na v\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o, que tenha diferen\u00e7a na urna maior que a margem de erro, \u00e9 crime ser\u00e1 punido com cadeia e multa\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O presidente da C\u00e2mara,\u00a0<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/Arthur%20Lira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Arthur Lira<\/strong><\/a>\u00a0(PP-AL), disse haver press\u00e3o para se instalar uma CPI, mas n\u00e3o vai abrir investiga\u00e7\u00e3o no momento. Em vez disso, falou em modificar a legisla\u00e7\u00e3o para responsabilizar empresas. \u201cAs urnas aprovaram as pautas de moderniza\u00e7\u00e3o do Brasil e confirmaram que estamos no caminho certo. Ao contr\u00e1rio das pesquisas, os n\u00fameros n\u00e3o erram.\u201d<strong>\/ Colaborou Jo\u00e3o Scheller<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-lower\" class=\"social-media-lower bottom-wrapper\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"related-item-single\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"icon-holder\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"styles__Container-sc-1v8tg5g-0 gRibif\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Vinicius Neder Segundo analistas, n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o \u00fanica para diverg\u00eancias entre levantamentos e os resultados sa\u00eddos das urnas no domingo RIO &#8211; Pesquisadores ouvidos pelo\u00a0Estad\u00e3o\u00a0dizem que n\u00e3o h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18849,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18848","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-atualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18848","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18848"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18848\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18850,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18848\/revisions\/18850"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18849"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18848"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18848"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18848"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}