{"id":18981,"date":"2022-11-04T08:39:12","date_gmt":"2022-11-04T10:39:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=18981"},"modified":"2022-11-04T08:39:12","modified_gmt":"2022-11-04T10:39:12","slug":"covid-19-testes-positivos-crescem-em-laboratorios-qual-o-risco-de-uma-nova-onda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/covid-19-testes-positivos-crescem-em-laboratorios-qual-o-risco-de-uma-nova-onda\/","title":{"rendered":"Covid-19: Testes positivos crescem em laborat\u00f3rios. Qual o risco de uma nova onda?"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-upper\" class=\"social-media-upper\">\n<div class=\"news-authors hide-on-mobile\">\n<div class=\"authors-info\"><span class=\"authors-names\">Por\u00a0caio possati<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"subheadline-feature-block\">\n<h2>Taxa de diagn\u00f3sticos confirmados para o coronav\u00edrus subiu de 3% para 17% em outubro, mostra estudo; possibilidade de novas variantes e cobertura do refor\u00e7o vacinal v\u00e3o influenciar cen\u00e1rio<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content\" class=\"content-wrapper -paywall-parent box\">\n<div class=\"content-wrapper news-body container content template-reportagem already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<p>Os resultados de laborat\u00f3rios particulares indicam um aumento do n\u00famero de testes positivos de<a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/coronavirus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>\u00a0covid-19\u00a0<\/strong><\/a>no Brasil. Entre 8 e 29 de outubro, o Pa\u00eds saltou de 3% para 17% de novos diagn\u00f3sticos confirmados para o v\u00edrus em rela\u00e7\u00e3o ao total, segundo levantamento do Instituto Todos pela Sa\u00fade. A Europa j\u00e1 tem visto uma eleva\u00e7\u00e3o de casos e interna\u00e7\u00f5es. Especialistas afirmam que \u00e9 improv\u00e1vel que o Brasil sofra um pico t\u00e3o grande como ocorreu no 1\u00ba semestre do ano passado, mas dizem que \u00e9 preciso monitorar o surgimento de variantes e a redu\u00e7\u00e3o da procura pelo refor\u00e7o vacinal.<\/p>\n<p>O levantamento inclui uma amostra de 595,5 mil testes dos laborat\u00f3rios Dasa, DB Molecular e HLAGyn, realizados entre 5 dezembro de 2021 e 29 de outubro de 2022. Com as lacunas de testagem pelo poder p\u00fablico, tem sido mais dif\u00edcil antecipar a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus pelo Pa\u00eds. Segundo o instituto, houve aumento significativo da positividade nos diagn\u00f3sticos em Estados como Mato Grosso, onde o crescimento foi de 3% para 18%; em S\u00e3o Paulo, de 10% para 19%; e tamb\u00e9m no Rio, que registrou escalada de 15% para 26%.<\/p>\n<p>Se confirmada uma nova onda, seria a terceira registrada no Pa\u00eds em menos de um ano, todas ocasionadas pela variante \u00d4micron. A primeira, entre dezembro de 2021 e fevereiro de 2022, foi provocada pela sublinhagem BA.1 da variante; a segunda, entre maio e julho, foi causada pelas linhagens BA.4 e BA.5, que s\u00e3o, hoje, as que circulam no Brasil com maior frequ\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201dH\u00e1 algumas semanas, regi\u00f5es como Jap\u00e3o e Fran\u00e7a, t\u00eam enfrentado surtos causados por descendentes da variante \u00d4micron BA.5. E esse aumento da positividade de testes no Brasil, muito provavelmente, est\u00e1 sendo ocasionado por linhagens que j\u00e1 circulam aqui, ou por novas variantes que circulam globalmente\u201d, afirma Anderson Brito, pesquisador cient\u00edfico do ITpS, respons\u00e1vel pela coordena\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios do instituto. \u201dMuito provavelmente, a gente vai observar o cen\u00e1rio mudando ao longo das pr\u00f3ximas semanas, indicando uma eleva\u00e7\u00e3o de casos\u201d, alerta.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/dlMrfaanq9fWdT4Qcu5OVosjJF0=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/A3USTSKKO5HCRGEGVOB5ANM4OM.jpg\" alt=\"N\u00famero de testes positivos de covid-19 cresceu no Brasil no \u00faltimo m\u00eas.\" \/><\/div><figcaption>N\u00famero de testes positivos de covid-19 cresceu no Brasil no \u00faltimo m\u00eas.\u00a0Foto:\u00a0Tiago Queiroz\/Estad\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil de prever o impacto da nova onda, segundo o pesquisador, porque depende da variante circulante e dos n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o a n\u00edvel populacional. Mas, para ele, \u00e9 \u201cimprov\u00e1vel\u201d que o Brasil sofra, novamente, impactos grandes da doen\u00e7a como em meados do ano passado, quando uma onda da variante Gama fez disparar o n\u00famero de casos de pacientes no Pa\u00eds. \u201dFelizmente, onda ap\u00f3s onda, temos visto n\u00famero de hospitaliza\u00e7\u00f5es e mortes cada vez menores. Muito disso se deve ao avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No Brasil, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 399 milh\u00f5es de doses foram aplicadas no Pa\u00eds. Com isso, 91,5% da popula\u00e7\u00e3o tomou a 1\u00aa dose e 85,8% est\u00e3o completamente vacinados. Mesmo assim, o pesquisador do ITpS alerta que linhagens respons\u00e1veis pelo aumento de casos positivos em pa\u00edses da Europa, como a Fran\u00e7a, devem chegar ao Brasil. \u00c9 o caso da BQ.1.1, que se origina da variante BA.5. \u201c\u00c9 normal virem linhagens modificadas com muta\u00e7\u00e3o que d\u00e3o vantagens de forma a conseguirem evitar o reconhecimento pelo nosso sistema imunol\u00f3gico\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>A subvariante foi identificada em pelo menos cinco pa\u00edses do continente e, conforme as autoridades, amea\u00e7a ser predominante entre o fim de novembro e o in\u00edcio de\u00a0<a href=\"http:\/\/dezembro.no\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">dezembro. No<\/a>\u00a0\u00faltimo 19 de outubro, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), manteve o status da covid-19, como emerg\u00eancia sanit\u00e1ria internacional. \u201cEmbora seja \u00f3bvio que a situa\u00e7\u00e3o global tenha melhorado desde que a pandemia come\u00e7ou, o v\u00edrus continua a sofrer muta\u00e7\u00f5es e a incerteza e muitos riscos permanecem\u201d, disse \u00e0 \u00e9poca diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.<\/p>\n<p>Brito lembra ainda que as vacinas que est\u00e3o sendo distribu\u00eddas contra a covid-19 s\u00e3o capazes de fazer uma prote\u00e7\u00e3o contra a maioria das linhagens circulantes, mas que o atual cen\u00e1rio de dissemina\u00e7\u00f5es serve de aviso sobre o n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o de cada um.\u201dAlgu\u00e9m que \u00e9 mais jovem tende a ter uma defesa por um per\u00edodo mais intenso, mas h\u00e1 subpopula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis, como idosos e imunossuprimidos, que perdem essa defesa com mais rapidez. Se eles tomaram ainda a vacina de refor\u00e7o, o momento pede que atualizem o esquema vacinal\u201d, conclui o pesquisador.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-lower\" class=\"social-media-lower bottom-wrapper\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0caio possati Taxa de diagn\u00f3sticos confirmados para o coronav\u00edrus subiu de 3% para 17% em outubro, mostra estudo; possibilidade de novas variantes e cobertura do refor\u00e7o vacinal v\u00e3o influenciar cen\u00e1rio&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18982,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18981","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-atualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18981","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18981"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18981\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18983,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18981\/revisions\/18983"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18982"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18981"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18981"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18981"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}