{"id":19046,"date":"2022-11-23T11:36:59","date_gmt":"2022-11-23T13:36:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=19046"},"modified":"2022-11-23T11:36:59","modified_gmt":"2022-11-23T13:36:59","slug":"cancer-brasil-tera-704-mil-novos-casos-ate-2025-veja-tipos-mais-comuns-em-cada-regiao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/cancer-brasil-tera-704-mil-novos-casos-ate-2025-veja-tipos-mais-comuns-em-cada-regiao\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer: Brasil ter\u00e1 704 mil novos casos at\u00e9 2025; veja tipos mais comuns em cada regi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-upper\" class=\"social-media-upper\">\n<div class=\"news-authors hide-on-mobile\">\n<div class=\"authors-info\"><span class=\"authors-names\">Por\u00a0Rayanderson Guerra<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"subheadline-feature-block\">\n<h2>Pesquisa do Inca projeta que 70% dos diagn\u00f3sticos ocorrer\u00e3o no Sul e no Sudeste; tipo mais comum \u00e9 o tumor de pele n\u00e3o melanoma<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content\" class=\"content-wrapper -paywall-parent box\">\n<div class=\"content-wrapper news-body container content template-reportagem already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<p>O\u00a0<strong>Brasil\u00a0<\/strong>deve registrar 704 mil novos casos de<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/cancer\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>c\u00e2ncer<\/strong><\/a>\u00a0por ano at\u00e9 2025. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 do estudo Estimativa 2023 \u2013 Incid\u00eancia de C\u00e2ncer no Brasil, do Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca), divulgado nesta quarta-feira, 23. O trabalho estima que as regi\u00f5es Sul e Sudeste v\u00e3o concentrar cerca de 70% da incid\u00eancia da doen\u00e7a e aborda 21 tipos de c\u00e2ncer mais incidentes no Pa\u00eds. S\u00e3o dois a mais do que na publica\u00e7\u00e3o anterior. Na edi\u00e7\u00e3o deste ano, o Inca contabilizou os c\u00e2nceres de p\u00e2ncreas e de<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/figado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>f\u00edgado<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>\u201dDecidimos incluir esses c\u00e2nceres por ser um problema de<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/saude-publica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><\/a>\u00a0em regi\u00f5es brasileiras e tamb\u00e9m com base nas estimativas mundiais. O c\u00e2ncer de f\u00edgado aparece entre os 10 mais incidentes na Regi\u00e3o Norte, estando relacionado a infec\u00e7\u00f5es hep\u00e1ticas e doen\u00e7as hep\u00e1ticas cr\u00f4nicas. O c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas est\u00e1 entre os dez mais incidentes na Regi\u00e3o Sul, sendo seus principais fatores de risco a<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/obesidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>obesidade<\/strong><\/a>\u00a0e o tabagismo\u201d, explica a pesquisadora da Coordena\u00e7\u00e3o de Preven\u00e7\u00e3o e Vigil\u00e2ncia do INCA (Conprev) Marianna Cancela.<\/p>\n<div class=\"related-item-single\">\n<p>O tumor maligno mais incidente no Brasil \u00e9 o de pele n\u00e3o melanoma. Tem 31,3% do total de casos. \u00c9 seguido pelo de mama feminina (10,5%); depois v\u00eam pr\u00f3stata (10,2%), c\u00f3lon e reto (6,5%), pulm\u00e3o (4,6%) e est\u00f4mago (3,1%).<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/2VACFDzQ78alvqDJ7ppsR6qYobs=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/DXVW3TNGHJBDDCOXNYU7L5MLKY.jpg\" alt=\"O tumor maligno mais incidente no Brasil \u00e9 o de pele n\u00e3o melanoma. Tem 31,3% do total de casos. \u00c9 seguido pelo de mama feminina (10,5%).\" \/><\/div><figcaption>O tumor maligno mais incidente no Brasil \u00e9 o de pele n\u00e3o melanoma. Tem 31,3% do total de casos. \u00c9 seguido pelo de mama feminina (10,5%).\u00a0Foto:\u00a0Sergio Castro\/Estad\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O estudo aponta ainda que o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata predomina em homens em todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds. Totaliza 72 mil casos novos estimados a cada ano do pr\u00f3ximo tri\u00eanio (2023 a 2025). Ficar\u00e1 atr\u00e1s apenas do c\u00e2ncer de pele n\u00e3o melanoma.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es de maior\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/idh-indihttps:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/idh-indice-de-desenvolvimento-humano\/ce-de-desenvolvimento-humano\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>\u00cdndice de Desenvolvimento Humano (IDH)<\/strong><\/a>, os tumores malignos de c\u00f3lon e reto ocupam a segunda ou a terceira posi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 nas de menor IDH, o c\u00e2ncer de est\u00f4mago \u00e9 o segundo ou o terceiro mais frequente na popula\u00e7\u00e3o masculina.<\/p>\n<p>Nas mulheres, o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o mais incidente. Tem 74 mil casos novos casos previstos por ano at\u00e9 2025. Nas regi\u00f5es mais desenvolvidas, em seguida vem o c\u00e2ncer colorretal. Nas de menor IDH, o c\u00e2ncer do colo do \u00fatero ocupa essa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<div class=\"line-top\"><a href=\"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/DADOS.jpg\" rel=\"prettyPhoto[gallery-qNtq]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-19047\" src=\"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/DADOS.jpg\" alt=\"\" width=\"741\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/DADOS.jpg 741w, https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/DADOS-300x197.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 741px) 100vw, 741px\" \/><\/a><\/div>\n<h3>Sul e Sudeste ter\u00e3o 70% dos casos<\/h3>\n<\/div>\n<p>Dos 704 mil novos casos de c\u00e2ncer previstos de 2023 a 2025, 70% devem ocorrer nas regi\u00f5es Sul e Sudeste. O<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/cancer-de-mama\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>c\u00e2ncer de mama<\/strong><\/a>\u00a0em mulheres, o de pr\u00f3stata e o de c\u00f3lon e reto s\u00e3o os tr\u00eas tipos mais incidentes nessas duas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201dA mudan\u00e7a de comportamentos associados \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o como sedentarismo, sobrepeso e obesidade, consumo de \u00e1lcool e tabaco, ingest\u00e3o de carne processada, al\u00e9m de dieta pobre em frutas, legumes e verduras, aumenta o risco de c\u00e2ncer colorretal. Em compensa\u00e7\u00e3o, \u00e9 alto o potencial para a preven\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria desse tipo de c\u00e2ncer por meio de estrat\u00e9gias voltadas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, da manuten\u00e7\u00e3o do peso corporal adequado, da pr\u00e1tica regular de atividade f\u00edsica e da redu\u00e7\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas\u201d, diz a nutricionista Maria Eduarda de Melo.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, o<strong>\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/cancer-de-prostata\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>c\u00e2ncer de pr\u00f3stata<\/strong><\/a>\u00a0\u00e9 o mais incidente. Vem seguido do c\u00e2ncer de mama feminina e, depois, pelo do colo do \u00fatero.<\/p>\n<p>\u201dO c\u00e2ncer do colo do \u00fatero \u00e9 um importante problema de sa\u00fade p\u00fablica, especialmente nas regi\u00f5es Norte e Nordeste nas quais o acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade \u00e9 mais complexo. Entretanto, a doen\u00e7a \u00e9 pass\u00edvel de erradica\u00e7\u00e3o por meio de vacina\u00e7\u00e3o contra o HPV (<em>Papiloma V\u00edrus Humano<\/em>), rastreamento com exame preventivo ginecol\u00f3gico de rotina e tratamento das les\u00f5es precursoras\u201d, diz o m\u00e9dico epidemiologista Arn Migowski, da Divis\u00e3o de Detec\u00e7\u00e3o Precoce do Inca.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Centro-Oeste, o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata \u00e9 o tipo da doen\u00e7a mais incidente. Depois vem o de mama feminina. Em seguida, o colorretal.<\/p>\n<p>\u201dAs desigualdades sociodemogr\u00e1ficas, culturais e tamb\u00e9m relativas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade nas regi\u00f5es geogr\u00e1ficas brasileiras refletem as diferen\u00e7as no ranking dos tipos de c\u00e2ncer. Isso permite repensar as prioridades dos programas de controle de c\u00e2ncer e estabelecer a\u00e7\u00f5es adicionais direcionadas \u00e0 realidade de cada local\u201d, afirma a coordenadora de Preven\u00e7\u00e3o e Vigil\u00e2ncia do Inca, Liz Maria de Almeida.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Metodologia<\/h3>\n<\/div>\n<p>O Inca utilizou as bases de dados de incid\u00eancia (casos novos), dos Registros de C\u00e2ncer de Base Populacional (RCBP) e dos \u00f3bitos, do Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM), para a elabora\u00e7\u00e3o do estudo.<\/p>\n<p>\u201cUtilizamos metodologia an\u00e1loga \u00e0 empregada na elabora\u00e7\u00e3o das estimativas mundiais\u201d, explica a pesquisadora Marceli Santos. \u201cAmpliar a disponibilidade das informa\u00e7\u00f5es sobre incid\u00eancia \u00e9 fundamental\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Rayanderson Guerra Pesquisa do Inca projeta que 70% dos diagn\u00f3sticos ocorrer\u00e3o no Sul e no Sudeste; tipo mais comum \u00e9 o tumor de pele n\u00e3o melanoma O\u00a0Brasil\u00a0deve registrar 704 mil&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19048,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19046","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-atualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19046"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19046\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19049,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19046\/revisions\/19049"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19048"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}