{"id":19062,"date":"2022-11-24T08:36:08","date_gmt":"2022-11-24T10:36:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=19062"},"modified":"2022-11-24T08:36:08","modified_gmt":"2022-11-24T10:36:08","slug":"copa-do-mundo-por-que-ela-mexe-tanto-com-nossas-emocoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/copa-do-mundo-por-que-ela-mexe-tanto-com-nossas-emocoes\/","title":{"rendered":"Copa do Mundo: por que ela mexe tanto com nossas emo\u00e7\u00f5es?"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-upper\" class=\"social-media-upper\">\n<div class=\"news-authors hide-on-mobile\">\n<div class=\"authors-info\"><span class=\"authors-names\">Por\u00a0Guilherme Santiago<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"subheadline-feature-block\">\n<h2>A ci\u00eancia explica as raz\u00f5es de o corpo manifestar altera\u00e7\u00f5es, como batimentos card\u00edacos acelerados, e o sentimento de pertencimento trazido pelo campeonato<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content\" class=\"content-wrapper -paywall-parent box\">\n<div class=\"content-wrapper news-body container content template-reportagem already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/esportes\/futebol\/copa-do-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>Copa do Mundo<\/strong><\/a>\u00a0pode mexer com as emo\u00e7\u00f5es e ir al\u00e9m de um simples desejo de torcer para a sele\u00e7\u00e3o brasileira. Os batimentos card\u00edacos aceleram, a m\u00e3o come\u00e7a a transpirar, a respira\u00e7\u00e3o se torna ofegante e os olhos grudam na televis\u00e3o para n\u00e3o perder nenhum detalhe. \u00c9, de fato, uma paix\u00e3o nacional, que move pessoas de diferentes idades, religi\u00f5es, classes sociais, etnias e culturas. Mas por que o campeonato causa tantas altera\u00e7\u00f5es no nosso emocional?<\/p>\n<p>A ci\u00eancia indica algumas possibilidades. Segundo Bruna Petrucelli, psic\u00f3loga e doutoranda em Neuroci\u00eancia e Cogni\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do ABC (UFABC), a intensidade das emo\u00e7\u00f5es \u00e9 determinada pelo significado que o esporte tem para cada indiv\u00edduo. \u00c9 por isso que pessoas apaixonadas por Copa do Mundo costumam ter emo\u00e7\u00f5es mais intensas durante os jogos.<\/p>\n<p>A forma como processamos essa situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m influencia. Conforme explica a psic\u00f3loga, o c\u00e9rebro dos torcedores fan\u00e1ticos costuma identificar os contextos dos jogos da Copa do Mundo como uma amea\u00e7a. \u201c\u00c9 como se toda a expectativa por uma boa performance dos jogadores e pela vit\u00f3ria da sele\u00e7\u00e3o exigisse um estado de alerta constante.\u201d<\/p>\n<p>Na tentativa de se defender dessa condi\u00e7\u00e3o, nosso organismo come\u00e7a a produzir uma s\u00e9rie de horm\u00f4nios que s\u00e3o respons\u00e1veis por alguns sintomas comuns entre torcedores, como aumento dos batimentos card\u00edacos, suor excessivo, dificuldade para respirar e tens\u00e3o muscular.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/TP4PiII7KJVRNj0ESrlv_pc6KlI=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/KWGWONCG6NC5TLSW5DSV6EHOFU.jpg\" alt=\"Futebol pode trazer emo\u00e7\u00f5es positivas, como o sentimento de pertencimento\" \/><\/div><figcaption>Futebol pode trazer emo\u00e7\u00f5es positivas, como o sentimento de pertencimento\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<div class=\"line-top\"><\/div>\n<h3>\u2018Chorei em todas as Copas do Mundo\u2019<\/h3>\n<\/div>\n<p>O influenciador Tutti Batista, de 21 anos, conhece bem esses sintomas, que o acompanham em toda partida da sele\u00e7\u00e3o brasileira que ele assiste. Ainda que seu nervosismo se manifeste em sil\u00eancio, a m\u00e3o suada entrega a tens\u00e3o. E n\u00e3o haveria como ser diferente. Tutti \u00e9 um daqueles torcedores fan\u00e1ticos pelo futebol, que coleciona camisetas, acompanha todos os jogos e sofre com cada um deles. Sua primeira lembran\u00e7a com o esporte \u00e9 de chorar, sentado no ch\u00e3o da sala de sua casa, com a derrota do Brasil na Copa de 2010 \u2013 situa\u00e7\u00e3o que se repetiu em todas as outras a partir dessa. \u201cVoc\u00ea nunca quer ver seu pa\u00eds fora da competi\u00e7\u00e3o e, como eu sou muito emotivo, chorei em todas as Copas do Mundo.\u201d<\/p>\n<p>A paix\u00e3o de Tutti pelo esporte \u00e9 t\u00e3o grande que ele n\u00e3o descarta uma viagem de \u00faltima hora ao Catar. Ele quer assistir de perto aos jogos do Brasil e, se tudo der certo, ver a sele\u00e7\u00e3o que tanto ama carregar a ta\u00e7a de hexacampe\u00e3. \u201cEu quero viver isso, mas ainda estou estudando as possibilidades\u201d, diz. De qualquer forma, ele sabe que a emo\u00e7\u00e3o sentida ser\u00e1 a mesma, independente de onde estiver. \u201cParece coisa de doido, mas s\u00f3 quem sente entende.\u201d<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>A ci\u00eancia explica<\/h3>\n<\/div>\n<p>Tudo come\u00e7a quando o sistema l\u00edmbico \u2013 regi\u00e3o do c\u00e9rebro respons\u00e1vel pelo controle emocional \u2013 reconhece essa situa\u00e7\u00e3o causada pela partida de futebol. O sistema come\u00e7a a enviar mensagens para outra parte do c\u00e9rebro, o hipot\u00e1lamo, que, por sua vez, sinaliza essa situa\u00e7\u00e3o para gl\u00e2ndulas localizadas acima dos rins que v\u00e3o come\u00e7ar produzir horm\u00f4nios como adrenalina e cortisol. \u201cO aparecimento de determinadas emo\u00e7\u00f5es \u00e9 resultado dessa cascata de eventos na nossa mente\u201d, explica Bruna.<\/p>\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es, a adrenalina \u00e9 a primeira a ser produzida. \u201cEla gera o aumento da nossa frequ\u00eancia card\u00edaca, da nossa respira\u00e7\u00e3o e deixa nossos m\u00fasculos mais tensionados\u201d, diz a psic\u00f3loga. Junto com a adrenalina, a norepinefrina tamb\u00e9m come\u00e7a a ser produzida. O papel dela \u00e9 parecido com o da adrenalina, por\u00e9m, com um efeito maior na sensa\u00e7\u00e3o de excita\u00e7\u00e3o. \u201cEsse horm\u00f4nio tamb\u00e9m costuma aparecer quando as pessoas est\u00e3o apaixonadas\u201d, conta. J\u00e1 o cortisol, conhecido como o horm\u00f4nio do estresse, tem sua produ\u00e7\u00e3o iniciada alguns minutos depois. A fun\u00e7\u00e3o dele \u00e9 preparar nosso corpo para situa\u00e7\u00f5es de fuga ou luta.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/Lpsr9MAh2YuTZ6VDxfyTfpfJYoM=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/YOKCG2P5TBD37BJK7VD3KXHTWI.jpg\" alt=\"A copa do mundo \u00e9 a paix\u00e3o nacional, mas tamb\u00e9m \u00e9 a paix\u00e3o de Arthur Batista: &quot;Minha primeira lembran\u00e7a foi na Copa de 2010, quando tinha 9 anos. Lembro de chorar no ch\u00e3o da sala assistindo ao Brasil perder a copa&quot;\" \/><\/div><figcaption>A copa do mundo \u00e9 a paix\u00e3o nacional, mas tamb\u00e9m \u00e9 a paix\u00e3o de Arthur Batista: &#8220;Minha primeira lembran\u00e7a foi na Copa de 2010, quando tinha 9 anos. Lembro de chorar no ch\u00e3o da sala assistindo ao Brasil perder a copa&#8221;\u00a0Foto:\u00a0Werther Santana\/Estad\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Enquanto tudo isso acontece, outra regi\u00e3o do c\u00e9rebro, o c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal, trabalha como uma central de controle. \u201cEle vai avaliar se nosso corpo precisa reagir desse jeito ou n\u00e3o\u201d, explica. \u00c9 essa estrutura que define se vamos continuar produzindo os horm\u00f4nios ou se a produ\u00e7\u00e3o pode ser interrompida. Entre os torcedores mais fan\u00e1ticos, o c\u00e9rebro pode entender que ainda \u00e9 necess\u00e1rio ficar atento e ansioso, mesmo que n\u00e3o seja o caso. Nessas pessoas, os horm\u00f4nios estressores continuem sendo produzidos.<\/p>\n<p>Ao fim da partida, emo\u00e7\u00f5es positivas tamb\u00e9m podem aparecer. Nos casos em que a resposta ao estresse inicial for positiva, seja porque o Brasil venceu a partida ou ganhou o campeonato, nosso c\u00e9rebro induz a produ\u00e7\u00e3o da endorfina. O horm\u00f4nio \u00e9 respons\u00e1vel pela sensa\u00e7\u00e3o de bem-estar, que tamb\u00e9m aparece depois de uma atividade f\u00edsica, por exemplo. \u201cA endorfina vai contribuir com a nossa sensa\u00e7\u00e3o de satisfa\u00e7\u00e3o e felicidade\u201d, diz.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Constru\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias positivas<\/h3>\n<\/div>\n<p>Al\u00e9m de quest\u00f5es biol\u00f3gicas, h\u00e1 fatores humanos envolvidos nessa como\u00e7\u00e3o nacional pelo esporte, como as mem\u00f3rias positivas que ele traz. Algumas pessoas lembram de assistir aos jogos pela televis\u00e3o com a fam\u00edlia reunida. Outras, como o colecionador Leonardo Rodrigues, lembram de passar horas colando figurinhas nos \u00e1lbuns da Copa do Mundo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de guardar os rostos dos craques da sele\u00e7\u00e3o, o \u00e1lbum tamb\u00e9m guarda as mem\u00f3rias de Leonardo. \u201cLembro quando minha m\u00e3e estava internada para um tratamento m\u00e9dico e me dava dinheiro para comprar figurinha na banca de jornal ao lado do hospital\u201d, conta. Por isso, colecionar os \u00e1lbuns significa muito mais do que s\u00f3 uma tradi\u00e7\u00e3o ou passatempo: \u00e9 quase como uma forma de manter as mem\u00f3rias vivas. \u201cEssa nostalgia faz voc\u00ea se sentir mais humano, esquecer os problemas e voltar a ser crian\u00e7a\u201d, diz ele, que tem \u00e1lbuns desde 1982 e revistas que fazem vers\u00f5es de \u00e1lbuns mais antigos.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/VuvYyKqkrZtkjHK0T7L-xvUi-1k=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/CUC3TT4V4RDK7DBETOWS3I6SLU.jpg\" alt=\"Leonardo coleciona os \u00e1lbuns desde a Copa de 1982, al\u00e9m de edi\u00e7\u00f5es especiais dos campeonatos anteriores\" \/><\/div><figcaption>Leonardo coleciona os \u00e1lbuns desde a Copa de 1982, al\u00e9m de edi\u00e7\u00f5es especiais dos campeonatos anteriores\u00a0Foto:<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mirella Gualtieri, psic\u00f3loga do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo (IPUSP), explica que a Copa do Mundo \u00e9 respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de mem\u00f3rias muito s\u00f3lidas. E isso se deve a tr\u00eas fatores: \u00e9 uma experi\u00eancia vivida em conjunto com outras pessoas; em geral, est\u00e1 carregada de emo\u00e7\u00e3o; e acontece de forma frequente, que permite a retomada dos sentimentos vividos a cada quatro anos. Essas viv\u00eancias s\u00e3o armazenadas na nossa mem\u00f3ria e constituem a rela\u00e7\u00e3o que estabelecemos com o esporte.<\/p>\n<p>Por isso, a paix\u00e3o ou a indiferen\u00e7a pelo futebol pode ser explicada pelas mem\u00f3rias que a pessoa carrega, em especial quando as recorda\u00e7\u00f5es s\u00e3o da inf\u00e2ncia que, conforme avalia Mirella, s\u00e3o as mais marcantes que podem ser experimentadas ao longo da vida.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Sentimento de pertencimento<\/h3>\n<\/div>\n<p>A paix\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 justificada pelo senso de pertencimento. A psic\u00f3loga Mirella explica que esse sentimento aparece quando uma sequ\u00eancia de pessoas compartilha uma mesma experi\u00eancia e se identifica por conta dela. Algo que tem tudo a ver com o futebol. Por ser um dos esportes mais importantes do Pa\u00eds h\u00e1 d\u00e9cadas, ele tem influ\u00eancia na vida de pessoas de diferentes gera\u00e7\u00f5es. Essa influ\u00eancia foi transmitida ao longo dos anos: do seu av\u00f4, que passou para o seu pai, que passou para voc\u00ea, que vai passar para os seus filhos. \u201c\u00c9 por meio desse contexto de transmiss\u00e3o de cultura que definimos o que \u00e9 se sentir pertencente a um grupo\u201d, avalia.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/tSKvNsEpbZu6fnybw0tM4f1_H-Y=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/CVVFRC3NIZARXHVWSXGCYGYSZA.jpg\" alt=\"Futebol pode trazer boas recorda\u00e7\u00f5es, passadas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\" \/><\/div><figcaption>Futebol pode trazer boas recorda\u00e7\u00f5es, passadas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<p>Renato Machado, morador da Vila Esperan\u00e7a, na Zona Leste de S\u00e3o Paulo, cresceu pintando as ruas de verde e amarelo durante a Copa do Mundo. \u201cQuando eu era crian\u00e7a eu sentia essa uni\u00e3o e esperan\u00e7a que a Copa traz. Lembrava que o jogador da Copa j\u00e1 foi um de n\u00f3s, tamb\u00e9m j\u00e1 pintou a rua, tamb\u00e9m j\u00e1 torceu para a sele\u00e7\u00e3o\u201d, revela ele, que \u00e9 um dos l\u00edderes do Favela Chic, associa\u00e7\u00e3o que h\u00e1 18 anos oferece suporte aos moradores da comunidade.<\/p>\n<p>Mas, conforme crescia, assistiu essa tradi\u00e7\u00e3o se perder junto com o esp\u00edrito de uni\u00e3o e coletividade entre os moradores do bairro. Foi na tentativa de resgatar esse sentimento que ele mobilizou toda a vizinhan\u00e7a para arrega\u00e7ar as mangas e fazer a pintura, realizada em dois finais de semana. \u201cAssim como a Copa, pintar as ruas traz esperan\u00e7a e permite a uni\u00e3o das pessoas. \u00c9 uma forma de resgatar uma tradi\u00e7\u00e3o que sempre nos fez bem.\u201d<\/p>\n<p>Mirella explica que, de fato, sentir-se parte de um grupo traz muitos benef\u00edcios, como aumentar nosso senso de prote\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e conforto. \u201cQuando fazemos parte de um grupo, o nosso alerta para detec\u00e7\u00e3o de sinais de perigo fica reduzido\u201d, afirma. Ela explica que o sentimento tamb\u00e9m faz com que se atinja um estado mental e f\u00edsico mais relaxado. \u201cEssa condi\u00e7\u00e3o de bem-estar acaba nos deixando mais suscet\u00edveis a perceber e comunicar emo\u00e7\u00f5es positivas ao inv\u00e9s de emo\u00e7\u00f5es negativas.\u201d<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>\u00c9 poss\u00edvel controlar as emo\u00e7\u00f5es?<\/h3>\n<\/div>\n<p>\u00c9 diante de tantos significados e de uma import\u00e2ncia hist\u00f3rica t\u00e3o grande na vida de milhares de brasileiros que as emo\u00e7\u00f5es envolvendo a Copa do Mundo aparecem. Pode ser desafiador fazer o gerenciamento de todas elas, mas Marcelo Santos, psic\u00f3logo e docente da Universidade Presbiteriana Mackenzie, garante que \u00e9 poss\u00edvel. Veja algumas recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div class=\"list-ul-ol-wrapper\">\n<ul>\n<li><b>Saiba como voc\u00ea \u00e9 enquanto torcedor.\u00a0<\/b>O autoconhecimento \u00e9 um ponto importante no processo de gerenciamento das emo\u00e7\u00f5es durante uma partida de futebol. Saber reconhecer se voc\u00ea \u00e9 uma pessoa que costuma ser mais explosiva nessas situa\u00e7\u00f5es \u00e9 o primeiro passo. \u201cMas isso n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil para a maioria das pessoas\u201d, pondera Marcelo.<\/li>\n<li><b>Fa\u00e7a pausas.\u00a0<\/b>Se a partida estiver mexendo muito com voc\u00ea, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer uma pausa longe da televis\u00e3o. Pode parecer dif\u00edcil se distanciar da partida e correr o risco de perder um lance importante, mas o especialista garante que esse movimento ajuda no controle das emo\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 bom sair, respirar um pouco, beber um copo de \u00e1gua\u201d, exemplifica.<\/li>\n<li><b>N\u00e3o abuse do \u00e1lcool.\u00a0<\/b>O consumo de bebidas alco\u00f3licas em excesso pode tornar mais dif\u00edcil o gerenciamento das emo\u00e7\u00f5es durante a Copa. Isso porque o \u00e1lcool tem potencial de aumentar a sensa\u00e7\u00e3o de euforia e os batimentos card\u00edacos, que j\u00e1 ficam mais intensos nesses contexto. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 beber com cautela e acompanhado de um copo de \u00e1gua para hidrata\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><b>Cuidado com o cora\u00e7\u00e3o.<\/b>\u00a0\u201cO gerenciamento das emo\u00e7\u00f5es nesse contexto \u00e9 dif\u00edcil, por isso \u00e9 comum rea\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, como o aceleramento dos batimentos card\u00edacos\u201d, diz. Caso apare\u00e7a dor ou press\u00e3o na regi\u00e3o do peito, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 procurar um m\u00e9dico.<\/li>\n<li><b>Depois do jogo, tente relaxar.\u00a0<\/b>\u00c9 comum que as pessoas compartilhem suas percep\u00e7\u00f5es sobre o jogo ap\u00f3s o fim da partida, mas \u00e9 importante ficar atento se essas conversas t\u00eam ou n\u00e3o potencial de aumentar o estresse e a tens\u00e3o. \u201cSe perceber que essas discuss\u00f5es podem gerar um adicional de estresse, \u00e9 recomendado evit\u00e1-las\u201d, explica. O melhor \u00e9 relaxar, buscar fazer outras atividades, de prefer\u00eancia com pessoas pr\u00f3ximas, como fam\u00edlia e amigos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-lower\" class=\"social-media-lower bottom-wrapper\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Guilherme Santiago A ci\u00eancia explica as raz\u00f5es de o corpo manifestar altera\u00e7\u00f5es, como batimentos card\u00edacos acelerados, e o sentimento de pertencimento trazido pelo campeonato A\u00a0Copa do Mundo\u00a0pode mexer com as&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19063,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19062","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-atualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19062","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19062"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19062\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19064,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19062\/revisions\/19064"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19063"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19062"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19062"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19062"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}