{"id":19091,"date":"2022-12-12T09:12:46","date_gmt":"2022-12-12T11:12:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=19091"},"modified":"2022-12-12T09:12:46","modified_gmt":"2022-12-12T11:12:46","slug":"quer-viver-mais-aumente-o-ritmo-das-atividades-do-dia-a-dia-por-tres-minutos-sugere-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/quer-viver-mais-aumente-o-ritmo-das-atividades-do-dia-a-dia-por-tres-minutos-sugere-estudo\/","title":{"rendered":"Quer viver mais? Aumente o ritmo das atividades do dia a dia por tr\u00eas minutos, sugere estudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-upper\" class=\"social-media-upper\">\n<div class=\"news-authors hide-on-mobile\">\n<div class=\"authors-info\"><span class=\"authors-names\">Por\u00a0Gretchen Reynolds<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"subheadline-feature-block\">\n<h2>Pesquisa liga aumento de intensidade de h\u00e1bitos como caminhar at\u00e9 o ponto de \u00f4nibus e correr atr\u00e1s dos filhos a um risco menor de morte prematura<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content\" class=\"content-wrapper -paywall-parent box\">\n<div class=\"content-wrapper news-body container content template-reportagem already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<p><strong>THE WASHINGTON POST<\/strong>\u00a0&#8211; Apresse-se para chegar ao ponto de \u00f4nibus. Apresse-se ao subir as escadas. Brinque de pega-pega com seus filhos. Brinque com o cachorro. Aspire a sala de estar com um toque extra. Aumentar o vigor e o entusiasmo de nossas atividades di\u00e1rias pode ter um impacto substancial em nossa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/longevidade\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>longevidade<\/strong><\/a>, de acordo com um novo estudo sobre intensidade de movimento e mortalidade.<\/p>\n<p>O estudo concluiu que apenas tr\u00eas minutos por dia de atividades di\u00e1rias vigorosas est\u00e3o associados a um risco 40% menor de morte prematura em adultos, mesmo quando eles n\u00e3o se exercitam regularmente. \u201c\u00c9 uma pesquisa fant\u00e1stica\u201d, disse Ulrik Wisloff, diretor do K.G. Jebsen Center for Exercise in Medicine na Norwegian University of Science and Technology, em Trondheim. Ele estuda extensivamente a atividade e a longevidade, mas n\u00e3o esteve envolvido no novo estudo.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa juntam-se \u00e0s crescentes evid\u00eancias cient\u00edficas de que adicionar um pouco de intensidade \u00e0s nossas vidas traz grandes benef\u00edcios para a nossa sa\u00fade, sem precisar de equipamentos extras, instru\u00e7\u00e3o, academia ou tempo.<\/p>\n<p>A ideia de que a forma como nos movimentamos influencia no nosso tempo de vida n\u00e3o \u00e9 nova. Muitas pesquisas vinculam o exerc\u00edcio regular a uma expectativa de vida mais longa, incluindo as diretrizes formais da sa\u00fade p\u00fablica, que recomendam pelo menos 150 minutos por semana de exerc\u00edcios moderados para sa\u00fade e longevidade.<\/p>\n<p>Pesquisas mais focadas, no entanto, sugerem que intensificar alguns de nossos exerc\u00edcios \u2013\u00a0<strong>certificando-se de que nossos batimentos card\u00edacos e respira\u00e7\u00e3o aumentem\u00a0<\/strong>\u2013 amplia os benef\u00edcios para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>Em um estudo de grande escala de 2006 do laborat\u00f3rio de Wisloff, por exemplo, foi constatado que apenas 30 minutos por semana de exerc\u00edcios intensos diminu\u00edram o risco de morte por doen\u00e7as card\u00edacas em cerca da metade dos homens e mulheres que participaram, em compara\u00e7\u00e3o a pessoas sedent\u00e1rias.<\/p>\n<p>Da mesma forma, um estudo publicado no ano passado no\u00a0<em>JAMA Internal Medicine<\/em>\u00a0concluiu que as pessoas que se esfor\u00e7am mais durante o exerc\u00edcio t\u00eam cerca de 17% menos probabilidade de morrer prematuramente do que outras pessoas que fazem a mesma quantidade de exerc\u00edcio, mas em um ritmo mais suave e moderado.<\/p>\n<p>Ambos os estudos, no entanto, e pesquisas anteriores semelhantes, foram baseadas na lembran\u00e7a subjetiva das pessoas de quanto e com que intensidade elas se exercitaram. \u201cSe formos honestos, a maioria das pessoas \u00e9 al\u00e9rgica \u00e0 palavra \u2018exerc\u00edcio\u2019\u201d, disse Emmanuel Stamatakis, professor de atividade f\u00edsica e estudos de sa\u00fade da Universidade de Sydney, na Austr\u00e1lia, que liderou o novo estudo.<\/p>\n<p>Reconhecendo esse comportamento, ele e seus colegas come\u00e7aram a se perguntar sobre os efeitos das atividades sem exerc\u00edcio \u2013 aquelas tarefas e movimentos frequentes que ocupam grande parte de nossos dias. Seria importante para a sa\u00fade das pessoas se essas atividades fossem conclu\u00eddas mais rapidamente, com mais dificuldade, com um pouco mais de entusiasmo?<\/p>\n<p>Para descobrir, os pesquisadores recorreram aos extensos dados armazenados no\u00a0<strong>UK Biobank<\/strong>, que inclui registros de sa\u00fade de centenas de milhares de homens e mulheres brit\u00e2nicos. A maioria deles usou um aceler\u00f4metro por uma semana ap\u00f3s ingressar no Biobank para rastrear seus movimentos di\u00e1rios. Os cientistas obtiveram registros de 25.241 desses adultos, com idades entre 40 e 69 anos, e todos disseram aos pesquisadores que nunca se exercitaram.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/_fQ407IKi2vPoDpGBfg9WHUZRx0=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/26CO47SJY5DQHCLOPGSEZBH43U.jpg\" alt=\"Os resultados da pesquisa juntam-se \u00e0s crescentes evid\u00eancias cient\u00edficas de que adicionar um pouco de intensidade \u00e0s nossas vidas traz grandes benef\u00edcios para a nossa sa\u00fade, sem precisar de equipamentos extras, instru\u00e7\u00e3o, academia ou tempo.\" \/><\/div><figcaption>Os resultados da pesquisa juntam-se \u00e0s crescentes evid\u00eancias cient\u00edficas de que adicionar um pouco de intensidade \u00e0s nossas vidas traz grandes benef\u00edcios para a nossa sa\u00fade, sem precisar de equipamentos extras, instru\u00e7\u00e3o, academia ou tempo.\u00a0Foto:\u00a0Ev\/Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<div class=\"line-top\"><\/div>\n<h3>Surtos f\u00edsicos<\/h3>\n<\/div>\n<p>Os cientistas, ent\u00e3o, come\u00e7aram a analisar suas atividades di\u00e1rias em detalhes minuciosos, determinando a intensidade de seus movimentos quase segundo a segundo, com base na rapidez dos passos e outros dados. A an\u00e1lise consumiu tr\u00eas meses de tempo constante no computador, disse Stamatakis. Mas, no final, os pesquisadores conseguiram mapear os breves movimentos dos participantes, como quando algu\u00e9m correu para pegar um trem ou atr\u00e1s de uma crian\u00e7a. Esses \u201csurtos f\u00edsicos\u201d podem durar apenas um minuto. Mas eles t\u00eam impacto no risco de mortalidade.<\/p>\n<p>Comparando os padr\u00f5es de atividade com os registros de morte por um per\u00edodo de cerca de sete anos depois que as pessoas ingressaram no Biobank, os cientistas descobriram que homens e mulheres que praticavam em m\u00e9dia 4,4 minutos por dia do que os cientistas chamam de atividade f\u00edsica de estilo de vida intermitente vigorosa tinham cerca de 30% menos probabilidade de terem morrido nesses sete anos do que aqueles que raramente se movimentavam r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Espalhar essas breves explos\u00f5es de atividade aumenta os benef\u00edcios na longevidade. Quando as pessoas conseguiam pelo menos tr\u00eas surtos separados de movimento durante um dia, cada um durando apenas um minuto, seu risco de mortalidade ca\u00eda 40%, em compara\u00e7\u00e3o com pessoas que nunca se apressaram. Eles n\u00e3o se exercitavam, apenas aumentavam o ritmo de algo que estavam fazendo, pelo menos tr\u00eas vezes ao dia.<\/p>\n<p>Por fim, os pesquisadores realizaram uma an\u00e1lise semelhante dos dados de 62.344 homens e mulheres do Biobank que se exercitam, embora a maioria em ritmo moderado. Quando essas pessoas conseguiam alguns minutos de atividade mais intensa na maioria dos dias, seja durante seus treinos ou tarefas di\u00e1rias, seus riscos de mortalidade eram menores do que se exercitassem regularmente de forma moderada. \u201cH\u00e1 algo sobre a intensidade\u201d, disse Stamatakis.<\/p>\n<p>Para fortalecer suas pr\u00f3prias atividades, continuou Stamatakis, mova-se com for\u00e7a e rapidez o suficiente para que a conversa pare\u00e7a imposs\u00edvel. Tente atingir esse n\u00edvel de falta de ar tr\u00eas a quatro vezes ao dia, por um minuto ou dois, de prefer\u00eancia enquanto estiver fazendo algo que precise fazer de qualquer maneira.<\/p>\n<p>Este estudo \u00e9 limitado, no entanto. \u00c9 associativo, mostrando apenas uma rela\u00e7\u00e3o entre golpes r\u00e1pidos de esfor\u00e7o e nossa expectativa de vida, e n\u00e3o nos diz por que a intensidade conta, embora outras pesquisas indiquem que exerc\u00edcios extenuantes melhoram a resist\u00eancia e a sa\u00fade cardiovascular mais do que exerc\u00edcios mais leves, disse Stamatakis.<\/p>\n<p>O resultado do estudo, concluiu ele, \u00e9 que a pressa em realizar tarefas di\u00e1rias pode nos adicionar anos a mais de vida no futuro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Gretchen Reynolds Pesquisa liga aumento de intensidade de h\u00e1bitos como caminhar at\u00e9 o ponto de \u00f4nibus e correr atr\u00e1s dos filhos a um risco menor de morte prematura THE WASHINGTON&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19092,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19091","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-atualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19091","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19091"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19091\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19093,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19091\/revisions\/19093"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19091"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19091"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19091"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}