{"id":19183,"date":"2023-01-05T08:59:54","date_gmt":"2023-01-05T10:59:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=19183"},"modified":"2023-01-05T08:59:54","modified_gmt":"2023-01-05T10:59:54","slug":"estamos-passando-mais-tempo-sozinhos-e-talvez-seja-porque-estamos-exaustos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/estamos-passando-mais-tempo-sozinhos-e-talvez-seja-porque-estamos-exaustos\/","title":{"rendered":"Estamos passando mais tempo sozinhos e talvez seja porque estamos exaustos"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-upper\" class=\"social-media-upper\">\n<div class=\"news-authors hide-on-mobile\">\n<div class=\"authors-info\"><span class=\"authors-names\">Por\u00a0Jessica Grose<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"subheadline-feature-block\">\n<h2>H\u00e1 quem coloque a conta do aumento da ansiedade e depress\u00e3o nos Estados Unidos \u00e0s horas que estamos gastando sozinhos<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content\" class=\"content-wrapper -paywall-parent box\">\n<div class=\"content-wrapper news-body container content template-reportagem already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<p>THE NEW YORK TIMES &#8211; LIFE\/STYLE &#8211; No m\u00eas passado, o\u00a0<em>The Washington Post<\/em>\u00a0publicou um texto de opini\u00e3o intitulado\u00a0<em>Americans are choosing to be alone. Here\u2019s why we should reverse that.<\/em>\u00a0(Os americanos est\u00e3o escolhendo ficar sozinhos. Eis por que devemos reverter isso) Nele, o economista Bryce Ward escreve que o tempo presencial com os amigos tem ca\u00eddo acentuadamente entre grupos demogr\u00e1ficos desde 2013. Ward argumenta que isto estava acontecendo muito antes da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/coronavirus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>pandemia<\/strong><\/a>\u00a0colocar todos dentro de casa, e \u201c<strong>redes sociais<\/strong>,\u00a0<strong>polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>novas tecnologias<\/strong>\u00a0desempenharam um papel nesta queda\u201d. Ele acrescenta que \u201c\u00e9 muito cedo para conhecer as conseq\u00fc\u00eancias a longo prazo desta mudan\u00e7a, mas parece seguro assumir que o decl\u00ednio de nossas vidas sociais \u00e9 um avan\u00e7o preocupante\u201d. Em um tu\u00edte fazendo um aceno ao texto de Ward, Derek Thompson, do\u00a0<em>The Atlantic<\/em>, chamou o aumento do tempo sozinho de \u201cuma raz\u00e3o central para o aumento da\u00a0<strong>ansiedade<\/strong>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/depressao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>depress\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0na Am\u00e9rica\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 muita coisa acontecendo aqui &#8211; e eu n\u00e3o estou pronto para atribuir tantos de nossos problemas modernos ao fato de passarmos mais tempo sozinhos.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/a5QDlgCR6i7vNGEv2rpDq4enR0A=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/SFNZXR7A6JFF3DDF2QG2C5C5NA.jpg\" alt=\"Estamos passando mais tempo sozinhos, o que n\u00e3o significa que estamos nos conectando menos com as pessoas.\" \/><\/div><figcaption>Estamos passando mais tempo sozinhos, o que n\u00e3o significa que estamos nos conectando menos com as pessoas.\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<p>Eu estava sozinho quando li o artigo de Ward, deitado na cama depois de um longo dia, e me ocorreu que ele poderia estar diagnosticando mal algumas das raz\u00f5es pelas quais as pessoas parecem estar passando mais tempo sozinhas, possivelmente subestimando a\u00a0<strong>for\u00e7a das conex\u00f5es virtuais<\/strong>. N\u00e3o estou convencido de que esta mudan\u00e7a em si seja preocupante, pelo menos ainda n\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto ao primeiro ponto, talvez os americanos estejam passando menos tempo com os amigos\u00a0<strong>porque estamos simplesmente exaustos<\/strong>. No final de uma ter\u00e7a-feira aleat\u00f3ria, quero ficar de cal\u00e7a de moletom assistindo a epis\u00f3dios antigos de\u00a0<a href=\"https:\/\/play.hbomax.com\/series\/urn:hbo:series:GYxnWFgm5sBbDwwEAAAto?source=googleHBOMAX&amp;action=open\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><em>Vidas Interrompidas<\/em><\/a>. N\u00e3o quero me vestir, sair de casa, sentar com as costas retas ou ter uma conversa profunda &#8211;\u00a0<strong>realmente nada a ver com polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong>.<\/p>\n<p>Minha faixa et\u00e1ria &#8211; millenials mais velhos &#8211; tem menos tempo de lazer do que os de 35 a 44 anos de idade tinham h\u00e1 duas d\u00e9cadas, escreve Justin Fox na\u00a0<em>Bloomberg<\/em>. Ele analisou dados hist\u00f3ricos do Bureau of Labor Statistics e descobriu que os americanos de 35 a 44 anos perderam 16 minutos de lazer por dia desde 2003, o que pode n\u00e3o parecer muito at\u00e9 que voc\u00ea perceba que isso soma quase 100 horas por ano. O tempo vai tanto para horas de trabalho mais longas quanto para mais horas dedicadas a cuidados, diz Fox &#8211; estamos realmente pressionados pelo tempo, ele argumenta, \u201cent\u00e3o seja gentil com seus jovens locais de 35 a 44 anos\u201d.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o se trata apenas de millenials mais velhos trabalhando longas horas; os americanos trabalham mais do que a m\u00e9dia entre as na\u00e7\u00f5es da OCDE, de acordo com dados mais recentes. De modo geral, n\u00e3o temos licen\u00e7as remuneradas, dias de doen\u00e7a ou f\u00e9rias pagas; os Estados Unidos s\u00e3o um pa\u00eds mesquinho nessas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>Quanto ao segundo ponto,\u00a0<strong>n\u00e3o acho que estar sozinho significa necessariamente que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 se conectando com amigos<\/strong>, e talvez as pessoas estejam passando menos tempo com os amigos pessoalmente porque est\u00e3o recebendo o apoio de que precisam atrav\u00e9s da conex\u00e3o virtual: como muitos americanos jovens (na verdade, bem jovens), enquanto assisto a esses epis\u00f3dios de\u00a0<em>Vidas Interrompidas<\/em>, estou trocando mensagens de texto com amigos em todo o pa\u00eds e no Canad\u00e1, enviando memes, comparando observa\u00e7\u00f5es do dia e compartilhando fotos fofas e hist\u00f3rias sobre meus filhos.<\/p>\n<p>Malinda Desjarlais, professora associada da Universidade Mount Royal em Calgary, que pesquisa m\u00eddia social e amizade, disse que no in\u00edcio da era das redes sociais havia uma diferen\u00e7a maior entre intera\u00e7\u00e3o online e offline. Mas agora n\u00f3s \u201celiminamos essa divis\u00e3o digital entre o mundo virtual e o mundo real\u201d. \u00c9 assim que os jovens est\u00e3o vivendo &#8211; est\u00e1 tudo conectado\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisa de Desjarlais mostrou que compartilhar informa\u00e7\u00f5es \u00edntimas atrav\u00e9s de \u201ctecnologias socialmente interativas\u201d (tais como mensagens instant\u00e2neas) tamb\u00e9m aumenta a qualidade da amizade presencial. O que quer dizer: Quando estamos sozinhos, n\u00e3o estamos necessariamente apenas navegando passivamente pela Internet ou olhando para uma parede em branco, podemos estar fortalecendo nossos la\u00e7os sociais.<\/p>\n<p>Como me disse Alice Marwick, professora associada e pesquisadora principal do Centro de Informa\u00e7\u00e3o, Tecnologia e Vida P\u00fablica da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill: \u201cNossas rela\u00e7\u00f5es n\u00e3o se limitam \u00e0 Internet ou n\u00e3o ficam na Internet, nossas rela\u00e7\u00f5es acontecem em todos os lugares ao mesmo tempo\u201d.<\/p>\n<p>Ela disse que conversa ao longo do dia com seu marido atrav\u00e9s de diferentes meios &#8211; mensagem direta no Twitter, texto e, \u00e9 claro, pessoalmente. Marwick tamb\u00e9m falou sobre um grupo de amigos com os quais ela se reconectou ap\u00f3s uma recente reuni\u00e3o universit\u00e1ria. Eles agora t\u00eam um grupo de bate-papo. \u201cTem sido uma maneira incrivelmente valiosa para eu me sentir pr\u00f3xima deles novamente, e acompanhar as rela\u00e7\u00f5es de onde elas pararam\u201d, ela me disse.<\/p>\n<p>Concordo com Ward que dever\u00edamos fazer um esfor\u00e7o para ver amigos e familiares durante os feriados, e acho que dever\u00edamos nos preocupar com qualquer evid\u00eancia de maior solid\u00e3o na sociedade. N\u00e3o estou argumentando que o r\u00e1pido aumento no tempo sozinho \u00e9 necessariamente uma b\u00ean\u00e7\u00e3o para todos. Embora seja importante ressaltar que mais tempo sozinho n\u00e3o significa automaticamente que as pessoas est\u00e3o mais solit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Mesmo assim, eu adoraria ter mais energia para fazer, bem, qualquer coisa de noite. Eu acho que mais pessoas est\u00e3o genuinamente mais solit\u00e1rias e ansiosas agora do que estavam em 2020, mas eu diria que \u00e9 porque elas estavam vivendo com um v\u00edrus que as isolava, assustador e potencialmente mortal, al\u00e9m dos impactos econ\u00f4micos e assistenciais decorrentes do per\u00edodo.<\/p>\n<p>Em vez de simplesmente sugerir que todos n\u00f3s saiamos e socializemos mais, ou de nos tornarmos c\u00e9ticos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia, que se tornou um bode expiat\u00f3rio conveniente, eu diria que dever\u00edamos perguntar por que as pessoas est\u00e3o passando mais tempo sozinhas, e se esse tempo sozinho est\u00e1 sendo bom para elas. Enquanto isso, eu tenho alguns textos de meus amigos para responder.<\/p>\n<p><em>The New York Times Licensing Group &#8211; Todos os direitos reservados. \u00c9 proibido todo tipo de reprodu\u00e7\u00e3o sem autoriza\u00e7\u00e3o por escrito do The New York Times<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Jessica Grose H\u00e1 quem coloque a conta do aumento da ansiedade e depress\u00e3o nos Estados Unidos \u00e0s horas que estamos gastando sozinhos THE NEW YORK TIMES &#8211; LIFE\/STYLE &#8211; No&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19184,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19183","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-atualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19183"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19183\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19185,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19183\/revisions\/19185"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}