{"id":19195,"date":"2023-01-09T08:25:46","date_gmt":"2023-01-09T10:25:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=19195"},"modified":"2023-01-09T08:25:46","modified_gmt":"2023-01-09T10:25:46","slug":"covid-longa-mulheres-reinfectados-e-sem-4a-dose-tem-maior-risco-da-condicao-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/covid-longa-mulheres-reinfectados-e-sem-4a-dose-tem-maior-risco-da-condicao-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Covid longa: mulheres, reinfectados e sem 4\u00aa dose t\u00eam maior risco da condi\u00e7\u00e3o, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"content-wrapper  \">\n<div id=\"social-media-upper\" class=\"social-media-upper\">\n<div class=\"news-authors hide-on-mobile\">\n<div class=\"authors-info\"><span class=\"authors-names\">Por\u00a0Fabiana Cambricoli<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"\">\n<div class=\"subheadline-feature-block\">\n<h2>Por outro lado, infec\u00e7\u00f5es pelas variantes mais recentes (Delta e \u00d4micron) resultaram em menos casos de covid longa em compara\u00e7\u00e3o com as contamina\u00e7\u00f5es pelas cepas de Wuhan e Gama<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content\" class=\"content-wrapper -paywall-parent box\">\n<div class=\"content-wrapper news-body container content template-reportagem already-sliced already-checked\" data-paywall-wrapper=\"true\">\n<p>Ter sido infectado duas ou mais vezes pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/coronavirus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>coronav\u00edrus<\/strong><\/a>\u00a0e n\u00e3o ter tomado a quarta dose da vacina contra a doen\u00e7a aumentam o risco de<strong>\u00a0covid longa<\/strong>, aponta estudo feito pelo Instituto Todos pela Sa\u00fade e pelo Hospital Israelita Albert Einstein divulgado nesta sexta-feira, 6. O trabalho aponta ainda que as mulheres s\u00e3o mais afetadas pelos sintomas persistentes, embora a causa desse fen\u00f4meno ainda n\u00e3o esteja clara.<\/p>\n<p>Os resultados foram publicados em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2023.01.03.22284043v1.full.pdf+html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong>artigo em formato pr\u00e9-print<\/strong><\/a>\u00a0na plataforma\u00a0<em>medRxiv<\/em>\u00a0e ainda passar\u00e1 pela revis\u00e3o de outros pesquisadores. A pesquisa foi realizada com base na an\u00e1lise de dados de mais de 7 mil profissionais de sa\u00fade do Einstein infectados pelo SARS-CoV-2 entre 2020 e 2022. Desse total, 1.933 (27,4%) manifestaram a covid longa ante 5.118 (72,6%) que n\u00e3o desenvolveram a condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Vanderson Sampaio, pesquisador do ITpS e um dos autores do artigo, a defini\u00e7\u00e3o de covid longa usada no estudo foi a do Centro de Controle de Doen\u00e7as (CDC) dos Estados Unidos: \u201cS\u00e3o pessoas com infec\u00e7\u00e3o pr\u00e9via pelo coronav\u00edrus que continuam com sintomas persistentes da doen\u00e7a por mais de quatro semanas. Entre os sintomas est\u00e3o febre, congest\u00e3o nasal, cansa\u00e7o, fadiga, dor de cabe\u00e7a, tosse, dificuldades para respirar, entre outros\u201d, explica.<\/p>\n<p>Mais da metade (51,4%) dos participantes do estudo que manifestaram covid longa tiveram tr\u00eas ou mais sintomas persistentes. Outros 33,3% tiveram apenas um sintoma e 14,9% manifestaram dois. Os sintomas mais comuns foram dor de cabe\u00e7a (53,4%), dores musculares ou nas articula\u00e7\u00f5es (46,6%) e congest\u00e3o nasal (45,1%).<\/p>\n<p>De acordo com o ITpS, o estudo mostrou que a reinfec\u00e7\u00e3o aumentou em 27% a chance de sintomas persistentes Entre os participantes da pesquisa que tiveram apenas uma infec\u00e7\u00e3o confirmada por covid-19, o \u00edndice de covid longa ficou em 25,8%. J\u00e1 entre aqueles que tiveram duas ou mais infec\u00e7\u00f5es, a taxa foi de 38,9%.<\/p>\n<p>\u201cEsse foi o resultado mais impactante porque mostra que as pessoas n\u00e3o podem ter aquele pensamento de que, se pegaram o v\u00edrus uma vez, j\u00e1 tem imunidade e est\u00e3o livres para abandonarem as medidas de prote\u00e7\u00e3o. Uma nova infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus aumenta as rea\u00e7\u00f5es inflamat\u00f3rias do corpo, eleva o risco de um caso grave e, por consequ\u00eancia, da covid longa\u201d, afirma Sampaio.<\/p>\n<p>Alexandre Marra, pesquisador do Einstein e primeiro autor do estudo, refor\u00e7a que a reinfec\u00e7\u00e3o aumenta o risco de covid longa e que ela pode acontecer inclusive em pessoas que n\u00e3o tiveram a forma grave da doen\u00e7a. \u201cAt\u00e9 um assintom\u00e1tico pode ter covid longa. Ent\u00e3o, as pessoas t\u00eam que continuar se protegendo e se vacinando e n\u00e3o acharem que, se voc\u00ea pegar a doen\u00e7a uma segunda vez, vai ser mais leve\u201d, afirma.<\/p>\n<figure class=\"figure-image-wrapper \">\n<div class=\"figure-image-container\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/QhpfmNXG4jIzsea32lsfBM7FwEU=\/936x0\/filters:format(jpg):quality(80):focal(-5x-5:5x5)\/cloudfront-us-east-1.images.arcpublishing.com\/estadao\/KYAZVZBU5VOPHO6ESIHSEIK7FM.jpg\" alt=\"Reinfec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus aumenta risco de casos graves e de covid longa\" \/><\/div><figcaption>Reinfec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus aumenta risco de casos graves e de covid longa\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<div class=\"line-top\"><\/div>\n<h3>Quarta dose \u00e9 fundamental<\/h3>\n<\/div>\n<p>A pesquisa brasileira aponta ainda que somente o esquema vacinal com quatro doses se mostrou capaz de proteger contra os sintomas persistentes &#8211; a quarta dose reduziu em 95% as chances de covid longa em rela\u00e7\u00e3o ao grupo n\u00e3o vacinado.<\/p>\n<p>De acordo com os dados do estudo, entre os participantes que n\u00e3o receberam nenhuma dose da vacina antes da infec\u00e7\u00e3o, o \u00edndice de ocorr\u00eancia de covid longa foi de 36,7%. Entre os que tomaram as duas doses regulares, a taxa caiu para 29%. No grupo que j\u00e1 tinha tomado tr\u00eas doses, foi de 15,5% e, naquele com o esquema vacinal completo de quatro doses, somente 1,5% desenvolveu os sintomas persistentes.<\/p>\n<p>Segundo Sampaio, os n\u00fameros mostram que a prote\u00e7\u00e3o contra casos graves e covid longa aumenta a cada dose tomada, mas ressalta que a quarta aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para garantir a prote\u00e7\u00e3o contra o agravamento da doen\u00e7a e contra os quadros prolongados. Ele afirma que os estudos ainda n\u00e3o s\u00e3o conclusivos sobre o tamanho da prote\u00e7\u00e3o dada pela terceira dose contra a covid longa e, por isso, a recomenda\u00e7\u00e3o principal agora \u00e9 buscar o esquema completo.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas com o esquema vacinal completo desenvolvem mais anticorpos, t\u00eam melhor resposta imune \u00e0 infec\u00e7\u00e3o, o que as protege de desenvolver formas graves. Com isso, a resposta inflamat\u00f3ria do organismo \u00e9 reduzida e o risco de covid longa tamb\u00e9m\u201d, diz Sampaio. De acordo com dados do cons\u00f3rcio de ve\u00edculos de imprensa, menos de 20% da popula\u00e7\u00e3o brasileira j\u00e1 tomou a quarta dose.<\/p>\n<p>Para Marra, a ci\u00eancia j\u00e1 demonstrou que \u00e9 inquestion\u00e1vel a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o para proteger contra hospitaliza\u00e7\u00f5es e morte e, agora, o estudo brasileiro mostra que ela \u00e9 fundamental tamb\u00e9m para reduzir o risco de sequelas.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Preval\u00eancia maior entre as mulheres<\/h3>\n<\/div>\n<p>No estudo, a covid longa se mostrou mais prevalente entre as mulheres, resultado j\u00e1 observado em outras pesquisas. De acordo com o ITpS, pessoas do sexo feminino correm 21% mais risco de terem covid longa do que os homens.<\/p>\n<p>Um estudo similar feito pelo instituto em parceria com a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) mostrou tend\u00eancia semelhante. Na pesquisa, feita com 1.540 profissionais de sa\u00fade do Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP infectados pelo coronav\u00edrus, o risco de covid longa foi duas vezes maior entre as mulheres.<\/p>\n<p>Embora isso j\u00e1 tenha sido demonstrado em mais de um estudo, a ci\u00eancia ainda n\u00e3o tenha clareza sobre as raz\u00f5es. De acordo com os pesquisadores, outros estudos s\u00e3o necess\u00e1rios para avaliar se esse resultado est\u00e1 relacionado a fatores biol\u00f3gicos\/gen\u00e9ticos ou comportamentais.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que as mulheres cuidam mais da sua sa\u00fade, ent\u00e3o ser\u00e1 que esse resultado tem a ver com o fato de elas reportarem mais os sintomas da covid longa? Ainda n\u00e3o sabemos, isso precisa ser estudado\u201d, diz Sampaio.<\/p>\n<div class=\"intertitle-wrapper\">\n<h3>Variantes<\/h3>\n<\/div>\n<p>O estudo do ITpS e Einstein mostrou ainda que o \u00edndice de incid\u00eancia da covid longa foi menor entre aqueles infectados pelas variantes mais recentes, como a Delta e a \u00d4micron, em compara\u00e7\u00e3o com os indiv\u00edduos contaminados pela cepa original de Wuhan e suas derivadas e pela Gama, originada em Manaus e que causou a segunda e mais letal onda da pandemia no Pa\u00eds, no primeiro semestre de 2021.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, al\u00e9m da menor letalidade das cepas mais recentes, o principal fator que explica menor ocorr\u00eancia de covid longa entre os infectados mais recentes \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. Em 2020 e primeiro semestre de 2021, a vacina ainda estava em desenvolvimento ou era restrita a um grupo pequeno de pessoas e em esquema vacinal prim\u00e1rio (sem refor\u00e7os).<\/p>\n<p>Sampaio alerta, por\u00e9m, que o fato de as variantes mais recentes representarem, at\u00e9 agora, menor risco de covid longa n\u00e3o significa que as pr\u00f3ximas se comportar\u00e3o da mesma forma. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 uma verdade absoluta. Temos de observar as novas subvariantes e avaliar se o cen\u00e1rio (<em>de menor gravidade e menos casos de covid longa<\/em>) se mant\u00e9m. Temos hoje a subvariante da \u00d4micron XBB.1.5 j\u00e1 predominante nos Estados Unidos e vista com preocupa\u00e7\u00e3o por sua capacidade de transmiss\u00e3o\u201d, alerta o pesquisador.<\/p>\n<p>Ele lembra ainda que, al\u00e9m dos riscos individuais da reinfec\u00e7\u00e3o, a dissemina\u00e7\u00e3o sem freio do v\u00edrus aumenta o risco de muta\u00e7\u00f5es g\u00eanicas e do surgimento de variantes que podem escapar \u00e0 imunidade natural e aos anticorpos conferidos pela vacina. \u201cVeja o que acontece na China hoje (<em>com aumento de casos ap\u00f3s retirada da pol\u00edtica de covid zero<\/em>). \u00c9 uma ilha de muta\u00e7\u00e3o g\u00eanica viral. Dali v\u00e3o provavelmente sair novas variantes que v\u00e3o se espalhar pelo mundo e precisamos nos preparar para o que est\u00e1 por vir\u201d, diz.<\/p>\n<div class=\"\">\n<div class=\"newsletter-container\">\n<div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Fabiana Cambricoli Por outro lado, infec\u00e7\u00f5es pelas variantes mais recentes (Delta e \u00d4micron) resultaram em menos casos de covid longa em compara\u00e7\u00e3o com as contamina\u00e7\u00f5es pelas cepas de Wuhan e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":19196,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19195","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-atualidade"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19195","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19195"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19197,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19195\/revisions\/19197"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/19196"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}