{"id":5863,"date":"2020-07-27T09:47:20","date_gmt":"2020-07-27T12:47:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/?p=5863"},"modified":"2020-07-27T11:52:16","modified_gmt":"2020-07-27T14:52:16","slug":"brasileiro-relata-medo-de-voltar-ao-comercio-e-a-restaurantes-na-saida-da-quarentena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/brasileiro-relata-medo-de-voltar-ao-comercio-e-a-restaurantes-na-saida-da-quarentena\/","title":{"rendered":"Brasileiro relata medo de voltar ao com\u00e9rcio e a restaurantes na sa\u00edda da quarentena"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<section class=\"col-xs-12 col-sm-offset-1 col-sm-11\">\n<article class=\"n--noticia__header \">\n<h2 class=\"n--noticia__subtitle\">Apesar da flexibiliza\u00e7\u00e3o, pesquisa indica que 74% pretendiam evitar shoppings e outros 69% n\u00e3o estavam dispostos a frequentar restaurantes, parques, pra\u00e7as e praias<\/h2>\n<\/article>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<aside class=\"col-sm-1 col-xs-none fixed-position-share\">\n<div class=\"module__share js-fixed-noticia-cover\">\n<div class=\"n--noticia__state-title\">M\u00e1rcia De Chiara, O Estado de S.Paulo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>Faz tr\u00eas semanas que restaurantes, bares e sal\u00f5es de beleza voltaram a abrir as portas na cidade de S\u00e3o Paulo e os shoppings est\u00e3o funcionando h\u00e1 um m\u00eas e meio, mas ainda com restri\u00e7\u00f5es de hor\u00e1rio e de n\u00famero de pessoas. Mesmo com o afrouxamento da quarentena na capital paulista, a empres\u00e1ria Leila Okumura, de 40 anos, mant\u00e9m praticamente a mesma rotina que teve nos \u00faltimos quatro meses. &#8220;O meu \u00fanico passeio tem sido ir ao supermercado uma vez por semana e continuo assim&#8221;, conta.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1109194&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">Com a flexibiliza\u00e7\u00e3o do isolamento, a empres\u00e1ria ousou apenas duas vezes. Recentemente visitou a m\u00e3e que n\u00e3o via h\u00e1 quatro meses e passou a usar a academia do pr\u00e9dio onde mora, restrita a duas pessoas por vez. &#8220;Se fosse uma academia normal, n\u00e3o iria.&#8221; Idas a restaurantes, cabeleireiros e shoppings ainda est\u00e3o fora dos planos de Leila, enquanto o n\u00famero de novos casos de covid-19 n\u00e3o recuar e n\u00e3o se encontrar a vacina contra a doen\u00e7a.<\/div>\n<div data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1109194&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<p>Esse tamb\u00e9m \u00e9 o comportamento da estudante de medicina Beatriz Hog Jorge, de 20 anos. &#8220;No momento n\u00e3o estou saindo de casa para nada, mesmo&#8221;, diz. A \u00faltima vez foi em mar\u00e7o, para ir \u00e0 farm\u00e1cia. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, o fim da quarentena est\u00e1 sendo precipitado, porque o n\u00famero de novos casos de covid-19 ainda cresce. Al\u00e9m disso, hoje o risco \u00e9 maior de existir muitas pessoas assintom\u00e1ticas em rela\u00e7\u00e3o ao in\u00edcio da pandemia. Por isso, Beatriz n\u00e3o pretende ir a shopping, restaurante nem academia. At\u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 retomada das aulas presenciais da faculdade, prevista para ao m\u00eas que vem, ela est\u00e1 insegura.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1109195&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/3\/5\/1595816057353.jpg\" alt=\"beatriz\" \/><figcaption>A estudante de medicina Beatriz Hog Jorge pretende manter o isolamento Foto: ADRIANA JORGE\/ARQUIVO PESSOAL<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O comportamento cauteloso da empres\u00e1ria e da estudante de medicina em frequentar locais p\u00fablicos neste momento \u00e9 tamb\u00e9m o da maioria dos brasileiros. Pesquisa nacional realizada pelo Instituto Locomotiva no in\u00edcio deste m\u00eas, com cerca de 2 mil entrevistados, revela que 74% pretendiam evitar shoppings, com o fim do per\u00edodo de isolamento social. Tamb\u00e9m 69% n\u00e3o estavam dispostos a frequentar restaurantes, parques, pra\u00e7as e praias; 67% lojas de com\u00e9rcio de rua; 55% sal\u00f5es de beleza e barbearias; 54% transporte p\u00fablico e 45% academia de gin\u00e1stica.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div class=\"n--noticia__content content\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/normal.jpg\" rel=\"prettyPhoto[gallery-2EJd]\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5865\" src=\"http:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/normal.jpg\" alt=\"\" width=\"694\" height=\"731\" srcset=\"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/normal.jpg 694w, https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/normal-285x300.jpg 285w\" sizes=\"auto, (max-width: 694px) 100vw, 694px\" \/><\/a>Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva e respons\u00e1vel pela pesquisa, o momento atual \u00e9 de transi\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo de isolamento prolongado para um retorno ainda at\u00edpico. &#8220;O novo normal nem de perto est\u00e1 consolidado&#8221;, afirma. Ele ressalta que, nesta fase, comportamentos distintos das pessoas de medo e de confian\u00e7a v\u00e3o se sobrepor, at\u00e9 que a pandemia seja superada.<\/p>\n<p>A marchand T\u00e2nia Dacca, de 53 anos, por exemplo, retrata bem essa oscila\u00e7\u00e3o. &#8220;Estou retomando, mas com os devidos cuidados&#8221;, conta. Nesses dias, ela foi a uma padaria perto da sua casa, onde as mesas estavam num local aberto e havia distanciamento. T\u00e2nia conta que ficou de m\u00e1scara at\u00e9 chegar o pedido \u00e0 mesa. &#8220;Agora ir para um lugar cheio, com aglomera\u00e7\u00e3o e sem distanciamento eu n\u00e3o tenho coragem&#8221;, afirma a marchand, que diz pertencer ao &#8220;grupo do meio&#8221;. Isto \u00e9, aquele que n\u00e3o re\u00fane nem os totalmente reclusos nem os que retomaram a rotina que tinham antes da pandemia.<\/p>\n<div class=\"mm_conteudo blog-multimidia foto loaded\" data-config=\"{&quot;tipo&quot;:&quot;FOTO&quot;,&quot;id&quot;:&quot;1109243&quot;,&quot;provider&quot;:&quot;AGILE&quot;}\">\n<figure class=\"n--noticia__image modulo-noticia\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/img.estadao.com.br\/resources\/jpg\/0\/7\/1595852022970.jpg\" alt=\"T\u00e2nia Dacca\" \/><figcaption>A marchand T\u00e2nia Dacca, 53, optou por ter um comportamento meio-termo na quarentena. Vai aos lugares, mas tomando muito cuidado, com m\u00e1scara e\u00a0\u00e1lcool em gel, mas sem neurose Foto: ALEX SILVA\/ESTADAO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Quanto ao shopping, a marchand diz que vai, mas s\u00f3 se precisar comprar algo espec\u00edfico, mas usando m\u00e1scara e com \u00e1lcool em gel na bolsa. &#8220;Shopping para passear, como programa, n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>O novo comportamento de Leila bateu nos shoppings. O tempo que um frequentador gasta hoje dentro do empreendimento \u00e9 de 25 minutos, em m\u00e9dia, ante 75 minutos antes da pandemia, segundo presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun.<\/p>\n<p>Reabertos desde 11 de junho na capital paulista, os shoppings est\u00e3o com movimento 70% abaixo do per\u00edodo pr\u00e9-pandemia. O resultado da pesquisa que mostra que 74% dos entrevistados pretendem evitar shoppings com o fim da quarentena n\u00e3o assusta Sahyoun. &#8220;Essa pesquisa foi feita num momento de instabilidade emocional extraordin\u00e1ria. Daqui um m\u00eas, o resultado ser\u00e1 diferente e, em 60 dias, mais diferente ainda&#8221;, pondera.<\/p>\n<p>Nos restaurantes, a expectativa tamb\u00e9m \u00e9 de recupera\u00e7\u00e3o. Percival Maricato, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes em S\u00e3o Paulo (Abrasel-SP), diz que quando os restaurantes foram reabertos tr\u00eas semanas atr\u00e1s o movimento estava 80% abaixo do per\u00edodo pr\u00e9 pandemia, agora est\u00e1 75%. &#8220;As pessoas est\u00e3o ainda muito cautelosas e acreditamos que, aos poucos, vai haver o retorno, porque o ambiente do restaurante \u00e9 higienizado.&#8221;<\/p>\n<h3 class=\"intertitulo\">HIGIENE<\/h3>\n<p>Com a pandemia, a higiene passou a ser o foco de aten\u00e7\u00e3o dos brasileiros e o \u00e1lcool em gel virou g\u00eanero de primeira necessidade. De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados pretendem fazer uso do \u00e1lcool em gel para sempre e 43% por algum tempo depois do fim da quarentena. 69% pretendem usar m\u00e1scara e evitar aglomera\u00e7\u00f5es por algum tempo depois do fim da quarentena, 66% manter dist\u00e2ncia em filas e em espa\u00e7os p\u00fablicos e 68% evitar cumprimentos com beijos, abra\u00e7os e aperto de m\u00e3o. &#8220;As pessoas passaram a ter preocupa\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias que n\u00e3o tinham e isso veio para ficar&#8221;, observa Meirelles.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico Alexandre Barbosa, membro titular da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu (SP), considera pequena a fatia de pessoas que pretende usar m\u00e1scara e evitar aglomera\u00e7\u00f5es, apontada pela pesquisa. &#8220;Esse resultado \u00e9 muito ruim e preocupante, teria de ser 100%&#8221;, diz. Ele frisa que a transmiss\u00e3o por contato respirat\u00f3rio \u00e9 a mais importante na covid-19.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"n--noticias__more\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da flexibiliza\u00e7\u00e3o, pesquisa indica que 74% pretendiam evitar shoppings e outros 69% n\u00e3o estavam dispostos a frequentar restaurantes, parques, pra\u00e7as e praias M\u00e1rcia De Chiara, O Estado de S.Paulo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5864,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-5863","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-sem-categoria"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5863"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5863\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5866,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5863\/revisions\/5866"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5864"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.colorado.com.br\/nosdacolorado\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}